
Amigos e amigas, na última semana do ano o destaque ficou mesmo para a nova demonstração de insensibilidade à dor alheia dada por Bolsonaro. Em meio às perdas materiais e mesmo de vidas que muitas famílias baianas sofreram devido às chuvas que castigaram o sul do estado, o presidente preferiu descansar alguns dias no litoral de Santa Catarina. Não que precisasse ir à Bahia. Aliás, como lembrou Hélio Schwartsman (Folha, 31.dez)“se deslocar para lá com um séquito de seguranças, jornalistas e curiosos pode até atrapalhar” mas, ficar em Brasília coordenando uma ajuda já seria o suficiente né?
Na disputa presidencial o que esquenta esse início de Verão é a arrumação que os partidos tentam fazer a nível regional para acomodar as aspirações ao cargo maior da República. Isso tem emperrado muitas tratativas por Federações Partidárias. O PSB, que ao que tudo indica irá abrigar Geraldo Alckmin tenta vender caro seu dote para o PT e não quer abrir mão de disputar o governo do estado de São Paulo. Quer o apoio do Partido dos Trabalhadores para o seu candidato Márcio França preterindo assim Fernando Haddad que teria de se acomodar numa disputa ao Senado.
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O Brasil e o mundo perderam nessa semana um americano que muito trabalhou pela floresta Amazônica. Thomas Lovejoy foi um dos criadores do conceito de biodiversidade. Também se foi Edward Osborne Wilson, naturalista conhecido como o ‘herdeiro natural de Darwin’, nas palavras de reportagem do Estadão (29.dez).
Ainda repercutindo problemas climáticos, a Europa reforçou sua intensão de catalogar a energia nuclear como “energia limpa” a fim de retomar a produção deste tipo de energia – Polônia, Reino Unido e França estão firmes nesse propósito
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contra a pobreza menstrual
Nesta semana que passou também conhecemos o trabalho de Lenice Ramos, uma sergipana de 17 anos que idealizou uma ação social que permitiu a distribuição de 192 mil absorventes a mulheres com carência deste item de higiene – é isso, quando o governo se atrasa, o povo se mexe. Alô Ministra Damares!
A Netflix lançou o filme “Não olhe para o céu”, com um elenco glamoroso, mas roteiro hollywoodiano. Trata-se de um alerta ao negacionismo que ronda o mundo e serve de reflexão a muita gente que anda cega por aí…
Enfim, nesse mar de incertezas a única coisa com que podemos contar, na verdade, fica para 2023 – o presidente que assumir terá a difícil missão de unificar o país. Para o ex-presidente Michel Temer, que conversou com o Estadão (31.dez) o próximo presidente deverá necessariamente‘ampliar o diálogo’.
E para terminar, trago um trecho da bela aula de História que Elio Gaspari nos brindou no jornal O Globo (29.dez), “Quem quiser, numa hora vaga, poderá entrar na máquina do tempo pra reviver o grande ano de 1822. Por alguns minutos, graças à rede, voltará a um tempo em que o Brasil olhou para o futuro” #ficadica!
Que em 2022, duzentos anos depois de nossa Independência, nosso Brasil possa acertar no voto – tanto para presidente como os demais cargos – para assim olhar com esperança para o futuro.
Assim seja!
