GETÚLIO VARGAS SEGUNDO GOVERNO – 31/1/1951 A 24/8/1954
“Eu voltarei, mas não como líder de partidos, e sim como líder de massas”
A frase acima, que é atribuída a Vargas demonstra o caráter altamente populista de sua segunda passagem pelo poder. Fez um governo altamente populista – duplicou o salário mínimo e criou a Petrobrás sob o argumento de que o petróleo era “o ouro negro que dará a independência do Brasil”.
Marchinha do carnaval de 1951:
“Bota o retrato do velho outra vez / bota no mesmo lugar / O sorriso do velhinho faz a gente trabalhar”.
Porém, governar em um regime democrático exige negociação com o parlamento e sua base era frágil no Congresso. Enfrentou greves e uma CPI aberta para investigar supostas irregularidades na concessão de empréstimos oficiais ao jornal Última Hora. Escalou João Goulart para o Ministério do Trabalho, o que alarmou o empresariado e insuflou a imprensa conservadora, cujo maior representante foi Carlos Lacerda.
Após proferir mensagem de teor nacionalista recebeu um manifesto de 82 oficiais do Exército que enxergavam no discurso incitação à desordem. Teve um pedido de impeachment arquivado por ‘falta de fundamentação jurídica’. Ele havia sido acusado de “traição à pátria”.
Após sofrer um atentado, Carlos Lacerda acusa diretamente Vargas pelo ocorrido. Investigações conduzem a um responsável: Gregório Fortunato – chefe da guarda palaciana cuja autoria intelectual seria atribuída a Benjamin Vargas, irmão do presidente.

Após ser instado pelo seu vice-presidente Café Filho a promoverem uma renúncia conjunta e após altas patentes das forças armadas exigirem sua renúncia, Getúlio Vargas se mata. Era o fim de um homem e o início de um mito que adiará o golpe militar – que já estava sendo forjado – por dez anos.

E cumpriu o que disse!
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