FORMAÇÃO POLÍTICA

Radar das eleições

Sérgio Moro (Podemos) não tem conseguido se alinhar com a rotina político-partidária e esta deficiência já tem sido sentida por integrantes do próprio partido que, ao ver sua candidatura não deslanchar passam a colocar em dúvida a candidatura do ex-juiz pela legenda.

Moro tem encontrado dificuldades de adaptação ao mundo político

Além do mais, Moro repudiou as declarações que vazaram de Arthur do Val, que é pré-candiato ao governo de São Paulo pelo mesmo partido – “jamais dividirei meu palanque e apoiarei pessoas que tem este tipo de comportamento”. Renata Abreu, presidente do partido instaurou procedimento interno para a apuração dos fatos.

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O mês de março será definitivo para a definição do futuro político de atuais ministros, governadores e prefeitos que pretendem se candidatar a algum cargo eletivo. As peças do xadez político irão se movimentar muito neste período já que este é também o do fechamento da janela partidária. Após 1º de abril todos já devem estar acomodados com vistas ao pleito do final do ano.

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Chapa encontra resistência também dentro do PT

Os ex-presidentes do PT Rui Falcão e José Genuino permanecem contra a indicação de Geraldo Alckmin como vice de Lula na chapa à presidência. O ex tucano foi tratado como ‘golpista neoliberal’. Lula vai se equilibrando entre os impasses das sucessões estaduais, vagas ao Senado, pretensas federações partidárias e também resistência ao nome de seu vice dentro da própria sigla.

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O MDB decidiu não participar de nenhuma federação partidária em 2022. Pretende, todavia, colaborar na construção de uma candidatura que possa fugir da polarização Lula/Bolsonaro. Simone Tebet (senadora pelo MS) é o nome da sigla que será lançado para ser candidata à presidência ou à vice.

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Ciro Gomes (PDT) publicou vídeo em que diz que o país precisa de um vôo de águia – e diz que tem a receita para isto e para driblar problemas com a Justiça Eleitoral se apresenta nos vídeos não como candidato a presidente, mas como vice-presidente nacional do partido.

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A invasão da Ucrânia pela Rússia serve para demonstrar o quanto PT e PSB estão distantes da formação de uma federação. Enquanto alguns petistas enxergam na invasão um freio ao imperialismo da Otan, o PSB condena a guerra promovida pela Rússia. Por outro lado, bolsonaristas também se debatem entre apoiar ou rechaçar a guerra de Putin. A verdade é que esta guerra tem deixado tanto esquerda quanto direita sem saber bem como se posicionar e os extremos acabaram por se encontrar.

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