JÂNIO QUADROS – 31/1/1961 A 25/8/1961

Jânio Quadros é o típico exemplo do político de carreira meteórica (entre 1947 e 1954 foi vereador, deputado estadual, prefeito e governador de São Paulo) que ascende a altos cargos mas que não está ainda preparado para a posição – infelizmente nossa história traz outros casos semelhantes. O problema maior é que quem arca com as consequências é o povo.
Praticou a anti política populista – eleito presidente pela UDN se dizia acima dos partidos políticos. Seu vice João Goulart– Jango – foi eleito pela chapa opositora à sua.
Ficou apenas sete meses no governo, tempo suficiente para causar muita polêmica – gostava de proibir: proibiu de jogos de carta em clubes ao uso do biquíni nos concursos de beleza. Além do mais se aproximou da URSS e condecorou Ernesto Che Guevara, ícone do comunismo revolucionário mundial. Desta maneira, comprou briga com os Estados Unidos em plena Guerra Fria.
Sua renúncia foi um ato premeditado e mal calculado. Enviou seu vice para a China e com ele longe apresentou uma carta de renúncia ao Congresso. Sua ideia era a de que o parlamento se dobrasse aos seus caprichos, não aceitando a renúncia e passando a trabalhar conforme suas orientações. Também pensou que a população fosse dar o suporte para sua permanência no cargo. Errou os dois botes – o Parlamento aceitou sua renúncia e, isolado na então longínqua Brasília não teve o respaldo popular que esperava – perdeu o cargo e a sua sucessão acabou se transformando em mais um momento de alta tensão na política nacional.
