FORMAÇÃO POLÍTICA

Drops de política

JOÃO GOULART – 7/9/1961 A 2/4/1964

João Goulart passou a acirrar o discurso conforme as pressões sobre ele subiam.

Após renúncia de Jânio, devido à desconfiança de militares e da direita conservadora, Jango – como João Goulart era conhecido – só conseguiu tomar posse como presidente sob um regime parlamentarista, cujo primeiro-ministro foi Tancredo Neves. Durante o regime seus poderes ficaram limitados, mas um plebiscito disse não ao sistema e o presidencialismo voltou, dando-lhe os poderes de um legítimo presidente.

Jango tinha o apoio da esquerda progressista, de sindicatos e de estudantes. Instituiu o 13º salário e insistiu em reformas que assustavam a classe média e as elites do país, como a reforma agrária, dentre outras.

Na lógica vigente à época – da Guerra Fria entre EUA e URSS – o Brasil se enquadrava na órbita dos Estados Unidos. Com um presidente de esquerda o receio era o de que o país pudesse mudar seu alinhamento em favor dos soviéticos.

João Goulart apresentou, junto com seu Ministro do Planejamento Celso Furtado o Plano Trienal de Desenvolvimento Econômico e Social – 1963/1965 mas, sem conseguir implanta-lo por falta de apoio de bancos internacionais partiu para o que chamou de “Reformas de Base”, isto é, reformas agrária, tributária, eleitoral, bancária, urbana, educacional, ou seja, partiu para o tudo ou nada. Diz-se que Getúlio Vargas cometeu suicídio de fato e que João Goulart promoveu seu suicídio político. Foi derrubado por um golpe militar que se prolongaria pelos próximos vinte anos no Brasil.

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