Em uma democracia, se não há impedimento para alguém se candidatar, qualquer pessoa capaz para o ato pode se apresentar ao eleitor. Segundo jornal O Estado de S. Paulo (21.mar) diversos políticos que foram alvo da operação Lava Jato estarão de volta às urnas nestas eleições. Se o eleitor votar e o candidato ganhar, ganhou – sobretudo imunidade parlamentar.

MDB e União Brasil voltam a se falar nesta quarta-feira com vista à tentativa de viabilidade a uma candidatura de terceira via. Os presidentes das siglas, respectivamente Baleia Rossi e Luciano Bivar estarão acompanhados daquela que é cobiçada como vice de muitos pré-candidatos: Simone Tebet (MDB).

Acontecerá na mesma data, em Brasília, a filiação de Geraldo Alckmin no PSB. A presença de Lula no evento ainda não está confirmada mas o que está mais que confirmado é a formação da chapa Lula-Alckmin. Antigos desafetos estão tendo de se entender neste momento. Coisas da política.

Com a filiação de Alckmin, o PSB confirma um movimento para se tornar uma partido mais voltado ao centro. A ideia é se aproximar do clássico modelo de partido social-democrata europeu. Aliás, esta é a origem do antigo partido de Alckmin, PSDB que da centro-esquerda migrou para a centro-direita e cada vez mais vai se tornando um partido de direita pura.
Aliás, o PSB pretende lançar um aplicativo para filiados votarem sobre temas que serão apresentados por parlamentares. Caso haja um número mínimo de participações, o partido deverá seguir a orientação no parlamento. Inciativa inovadora e profundamente democrática.
