Geraldo Alckmin se filiou ao PSB na última quarta, dia 23. Após assinar a ficha de filiação, discursou. Disse que Lula é ‘fruto da democracia’ e que ‘o ex-presidente é hoje quem melhor representa o sentimento de esperança do povo brasileiro’. Depois destas palavras, difícil imaginar uma chapa que não seja Lula-Alckmin.

Já o lançamento da pré-candidatura de Bolsonaro (PL) está marcada para domingo, dia 27. O presidente está inclinado a indicar o general Braga Netto para ser seu vice. Isto contraria sua base no Congresso, formada por partidos do centrão, que preferem a Ministra da Agricultura Tereza Cristina (União). Para os políticos, além de uma mulher no cargo, acenaria para o pessoal do agronegócio. Para analistas, mantendo um general no cargo, renova a apólice do seguro-impeachment.

Eduardo Leite deve decidir seu futuro político até o final desta semana. O tempo urge! Ou confia no PSDB que lhe acena para uma virada de mesa no resultado das prévias realizadas em novembro passado, ou vai para os braços de Kassab, que promete lhe lançar como candidato à presidência pelo PSD. O prazo se esgota dia 02 de abril.
PSDB, MDB e União Brasil tentam afinar o discurso para lançar uma candidatura única à Presidência, até o mês de junho. Acontece que a conta não fecha. João Doria (SP) e Eduardo Leite (RS) por exemplo, devem deixar o governo de seus respcetivos estados até o dia 02 de abril. Sem esta definição, como dar o passo?

Guilherme Boulos (Psol) anunciou sua desistência à candidatura ao governo do Estado de São Paulo, abrindo flanco na esquerda para Fernando Hadad (PT), ainda que exista o desejo de Márcio França (PSB) de disputar a pré-candidatura com o petista. Boulos ouviu Lula, para o qual o mais importante estado do país nunca esteve tão perto de ser governado pelo PT . Ele será candidato a deputado federal.

