FORMAÇÃO POLÍTICA

Drops de política

CASTELLO BRANCO – 15/4/1964 A 15/3/1967

Castello pertencia a uma ala dos militares que não pretendia permanecer no poder indefinidamente.

Após o golpe Militar, o país permaneceu durante mais de uma semana sob um governo provisório cuja presidência foi exercida pelo presidente da Câmara Ranieri Mazzilli mas com o governo de fato sendo exercido pelo Comando Supremo da Revolução – uma junta militar composta pelos chefes de cada uma das forças armadas – Exército, Marinha e Aeronáutica. 

Em 15 de abril de 1964 foi empossado Castello Branco, eleito por um Colégio Eleitoral composto pelos deputados que conseguiram se manter no posto após o expurgo feito pelo primeiro Ato Institucional, que cassou mandatos, demitiu funcionários públicos, suspendeu direitos políticos e prendeu muitos opositores.

Mesmo assim, Castello sempre teve a preocupação de conferir um ar democrático ao seu governo – pertencia a uma ala dos militares que pretendiam apenas superar aquele momento para entregar o governo aos civis. Porém, não foi isso o que aconteceu.

Os Estados Unidos não só apoiaram o golpe como foram benevolentes com a nova gestão. Enviaram US $50 milhões em empréstimos. Na economia, o novo governo brasileiro criou o Paeg, um programa de arrocho que extinguiu os subsídios do Estado para o trigo e o petróleo. Foi criado o FGTS para o trabalhador, mas foi extinta a estabilidade permanente de emprego para quem tinha mais de 10 anos de trabalho em uma mesma empresa.

No campo ‘político’ existia uma clara rivalidade entre Castello Branco e Costa e Silva, que representava a linha-dura e seria o próximo presidente do Brasil, contra a vontade de Castello.

Se o golpe teve a complacência de setores da classe média, do empresariado e até da imprensa, cinco meses depois já ficava claro a arapuca em que o Brasil havia se metido. Em 1º de setembro de 1964 o jornal Correio da Manhã mudou seu posicionamento e iniciou uma campanha de denúncia dos crimes praticados pelo novo regime. “Temos o dever de reagir e pedir contas ao govêrno (sic) […] Até quando terão o presidente Castelo Branco e seus ministros ouvidos surdos aos gritos que por tôda (sic) parte ecoam? Estará a tortura intitucionalizada pela ‘Revolução Redentora’?”.

Depois veio o Ato Instituicona nº 2 – AI 2 que extinguiu os partidos políticos existentes e criou o bipartidarismo: Arena – Aliança Renovadora Nacional e MDB – Movimento Democráticos Brasileiro, o primeiro composto pelos apoiadores do regime e o segundo por uma “oposição consentida”.

Logo após terminar seu mandato Castello morreu em um acidente aéreo mal explicado. A cauda do avião bimotor em que viajava foi atingida por um caça da FAB em exercício de treinamento. Cogita-se que Castello preparava um pronunciamento denunciando o acirramento do regime.

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