O governador do Rio Grande do Sul Eduardo Leite (PSDB) deve conceder uma entrevista coletiva nesta segunda-feira, dia 28 para dizer se fica ou não no partido. O grupo que tenta convencê-lo a ficar quer promover uma virada de mesa e forçar Doria a desistir de concorrer à presidência ou simplesmente atropelar a decisao das previas na qual o governador paulista saiu vitorioso. A artimanha é a seguinte: Doria venceu as prévias mas MDB e União Brasil não reconhecem este resultado e para compor uma aliança exigem a presença do gaúcho como candidato.

Eduardo Leite teria até o dia 02 de abril para renunciar ao governo do Estado mas adiantará a jogada para dia 28 de março num aceno claro de que pretende disputar as eleições para Presidente. O PSD, do ex-ministro Gilberto Kassab já demonstrou total interesse em tê-lo como candidato mas o partido tem apoiadores de Lula e de Bolsonaro. O próprio Kassab já disse pretender apoiar Lula em um eventual segundo turno, caso não haja um candidato de seu partido na rodada final.
Porém, aliados do governador de São Paulo já se mobilizam naquilo que enxergam como uma tentativa de golpe contra a candidatura de João Doria e pressionam um posicionamento firme do presidente do partido Bruno Araujo em defesa do resultado das prévias.

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A última sondagem sobre a intenção de voto do eleitor feita pelo Datafolha apontou uma melhora no posicionamento do atual presidente Jair Bolsonaro (PL). Isto é atribuído ao início da distribuição do “Auxílio Brasil” mas também à condução dos passos – e das palavras – do presidente por profissionais do marketing.
Lula (PT) permanece em primeiro lugar nas pesquisas e a entrada de Alckmin (PSB) como seu vice ainda não repercutiu nas sondagens – até porque a chapa Lula-Alckmin ainda não foi lançada oficialmente.
Em relação a terceira via, ela continua congestionada, ou melhor, nenhum dos pretensos candidatos conseguiu se descolar dos demais para assumir liderança e protagonismo. Sérgio Moro (Podemos), Ciro Gomes (PTB), João Doria (PSDB), André Janones (Avante), Vera Lúcia (PSTU), Simone Tebet (MDB), Felipe d´Ávila (Novo), Eduardo Leite (PSDB) aparecem na casa do um dígito das inteções. Decepcionante mesmo foi o resultado de Doria, que marca míseros 2%.
Notícias dão conta de que o primeiro a jogar a toalha deve ser Moro. Se desistir da candidatura pode se lançar a deputado federal, puxar votos para o seu partido (Podemos), ganhar imunidade parlamentar – já que pode ser atacado pelo poderoso de plantão – e de quebra liberar 8% de votos que não iriam nem para Bolsonaro nem para Lula. Integrantes do Podemos reclamam também de que Moro se fechou em torno de um núcleo duro e só compartilha opiniões com estas pessoas, afastando-se da vida partidária.

