Com as trocas de partidos políticos que estão acontecendo neste momento – a janela partidária vai até o dia 1º de abril, sexta-feira – o presidente Jair Bolsonaro aumentou sua base de apoio no Congresso para 171 deputados pertencentes aos partidos PL, PP, Republicanos, PSC e PTB. Por enquanto, o PL foi o partido que mais ganhou deputados, 33 e o União Brasil o que mais perdeu, 27 – o União é a fusão dos antigos DEM e PSL.
Após anunciar sua decisão de renunciar ao governo do Rio Grande do Sul mas de permanecer no PSDB, Eduardo Leite deve inciar, junto com integrantes do MDB e União Brasil uma espécie de campanha estra oficial à sua pré-candidatura à presidência.
A ala do PSDB que tenta lançar Leite como o candidato da terceira via tenta atrair o MDB – de Simone Tebet – e o ex-presidente Michel Temer. Entre os tucanos que se engajaram nesta empreitada, destaque para Aécio Neves (PSDB-MG) que passou os quatro últimos anos encastelado no Congresso mas que agora ressurge disposto a emplacar o presidenciável da sigla.

Por outro lado, João Doria, vencedor das prévias do partido irá promover um evento na próxima quinta-feira no qual passará o governo do Estado de São Paulo a seu vice Rodrigo Garcia (PSDB) para enfim engajar-se na sua pré-candidatura definitivamente, ignorando os chamados de alguns de seus partidários a desistir do pleito.

Não se sabe se Gilberto Kassab vai tentar um quarto nome para lançar à Presidência pelo PSD ou se vai apoiar logo no primeiro turno a candidatura de Lula – o que pretendia fazer apenas no segundo turno caso seu candidato não se qualificasse. É que após Rodrigo Pachedo não aceitar ser candidato e Eduardo Leite ter desistido da ideia de migrar do PSDB para o partido de Kassab, também seu “plano C” falhou. Paulo Hartung disse não ao convite do ex-ministro.

Apesar de rumores de que Moro desistiria de sua candidatura para se abrigar no Legislativo, o candidato do Podemos nega a informação e diz que não só permanece na construção de sua campanha como rejeita dar apoio a qualquer candidato com 1% ou 2% de intenção de votos. Apesar de ter apenas 8% na última sondagem do Datafolha, o candidato diz que tem muito espaço para crecer.
Bolsonaro exonera nove Ministros, que devem concorrer a algum cargo eletivo agora em 2022. Para o cargo de Deputado Federal, Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia) – disputa vaga por São Paulo; para o Senado: Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos) – pelo Amapá; Flávia Carolina Péres (Secretaria de Governo) – pelo DF; Gilson Machado (Turismo) – por Pernambuco; Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional) pelo Rio Grande do Norte e Tereza Cristina (Agricultura) – pelo Mato Grosso do Sul. Já para o cargo de Governador de Estado saem João Roma (Ministério da Cidadania) – governo da Bahia; Onyx Lorenzoni (Trabalho) governo do Rio Grande do Sul; Tarcísio de Freitas (Infraestrutura) – governo de São Paulo.
