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COSTA E SILVA – 15/3/1967 A 31/8/1969

Se de início Costa e Silva era um linha-dura, no governo foi se tornando mais moderado.

Foi com Costa e Silva que o que se convencionou chamar de “milagre econômico” se iniciou. Também foi com ele que o regime endureceu. Assinou, a contra-gosto o AI-5 e logo depois adoeceu. Seu governo foi concluído por uma Junta Governativa Provisória, que conduziu o país de 31 de agosto de 1969 até 30 de outubro do mesmo ano.

A chegada de Costa e Silva ao poder representava a chegada da “Linha Dura” ao poder. Esta ala era mais nacionalista e imaginava os militares com um papel muito maior para a história do país, isto é, pretendiam permanecer por um tempo bem maior no governo e não somente o tempo para ‘colocar a casa em ordem’.

Na economia, foi oferecido muito crédito rural. Repasses do governo federal a estados e municípios caíram para quase a metade, o que afetou principalmente localidades pobres, especialmente do Nordeste. Mas o crescimento econômico foi garantido através do sofrimento social. O PIB do Brasil cresceu 4,7% em 1967 e 11% em 1968.

A oposição, como não encontrava meios legais para se manifestar, passou a radicalizar suas posições. E ante o aumento das agitações sociais e das greves, o que se viu foi uma resposta no mesmo nível de um governo que descambava para a violência.

Carlos Lacerda, um apoiador ferrenho do golpe, passou a criticar o governo militar, chamando-a de ‘ditadura corrupta’ pela primeira vez em dezembro de 1967. Um ano depois, em dezembro de 1968, sob pressão, Costa e Silva baixou o AI-5, a partir daí quaisquer garantias democráticas estavam extintas no Brasil.

Ao que tudo indica, Costa e Silva não queria manter a escrita do AI-5 válida por muito tempo, para tanto, articulou uma nova constituição para 1969, porém, adoeceu e teve de deixar o governo. Após curto período em que o país foi governado por uma junta militar, tomou posse Emílio Médici. Com ele se consolidava o milagre econômico, mas também o período mais ferrenho da ditadura militar.

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