FORMAÇÃO POLÍTICA

Drops de política

EMÍLIO GARRASTAZU MÉDICI – 30/10/1969 A 15/3/1974

Durante o tempo em que Médici esteve no poder, o Brasil cresceu mas as liberdades diminuíram.

O governo de Médici conseguiu praticamente eliminar os grupos de luta armada que haviam se organizado pelo país. Mas para isso, valeu- se de torturas e assassinatos. Por outro lado, o forte crescimento econômico experimentado naquele momento colocava uma cortina de fumaça nas atrocidades que estavam sendo cometidas. Médici conseguiu expressivos índices de popularidade.

Através de forte campanha publicitária, o governo vendia a imagem de uma país composto por uma gente ordeira, fruto da mistura de três raças – a africana, a europeia e a indígina que deveriam lutar contra os comunistas, que seriam uma versão deturpada desta mesma gente. Mantendo a repressão, criou a “medalha do pacificador”, honraria que seria concedida àqueles que se destacassem nos porões da ditadura.

Interferiu diretamente nas eleições estaduais, obtendo para o seu partido – A Arena vinte e um governadores a seu favor. Como tinha o Congresso, recém aberto, sob seu comando, governou praticamente sem qualquer oposição política organizada.

Durante sua gestão a seleção brasileira de futebol sagrou-se tricampeã mundial (México, 1970), aumentando a euforia de um povo e de um país que chegava à condição de maior economia do hemisfério Sul e se aproximava das maiores economias do planeta. Foram realizadas grandes obras, entre elas, a usina hidrelétrica de Itaipu, projetando um “Brasil Potência”.

Em 1973 o primeiro susto: a infraestrutura energética, logística e de telecomunicações existente no país estava se mostrando insuficiente para assegurar um crescimento da economia tão elevado – o primeiro choque do petróleo, ocorrido neste ano, colocou o país diante de um desafio do qual ele não foi capaz de superar. A conta de todo este processo desenvolvimentista seria apresentada, todavia, ao próximo presidente militar, Ernesto Geisel.

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