Aécio Neves muda o tom em relação à João Doria mas não muda a essência do que pretende – afastar Doria da corrida presidencial e fazer o partido indicar Eduardo Leite (ex-governador do RS) para a chapa. Conforme o mineiro, quatro partidos – PSDB, Cidadania, MDB e União Brasil – se comprometeram a oferecer um cadidato único no dia 18 de maio e este nome deve ser o de Eduardo Leite. A Doria caberia fazer um gesto digno neste momento e aguardar uma próxima oportunidade. O paulista não parece disposto a concordar.

Durante sua fala na Brazil Conference deste ano, Ciro Gomes (PDT) afirmou que pretende mostrar quem é, enquanto candidato – “Eu falo o que eu quero, do jeito que eu quero, uso palavrão. Estou aqui exibindo a minha vida, tenho esta personalidade.” Para um país que, dia sim, outro também, é obrigado a conviver com as grosserias do mandatário de plantão, esta expectativa é realmente angustiante -, o país precisa de menos gritaria e mais soluções.

Ainda sobre a Brazil Conference, que foi realizada neste fim de semana em Boston, EUA, João Doria (PSDB) disse, por meio remoto, que está aconstumado a enfrentar primeiramente o seu próprio partido para depois encarar os adversários nas eleições – foi assim para a disputa à prefeitura de São Paulo, em 2016 e foi assim para a disputa pelo governo do Estado de São Paulo, em 2018.

Também participaram da conferência Sérgio Moro (UB), Simone Tebet (MDB), Eduardo Leite (PSDB). Representando o ex-presidente Lula, esteve presente o ex-governador da Bahia Jaques Wagner (PT), cuja única exigência foi a de não se encontrar, em hipótese alguma, com Sérgio Moro durante o evento.

