FORMAÇÃO POLÍTICA

Drops de política

ERNESTO GEISEL – 15/3/1974 A 15/3/1979

Geisel governou projetando a abertura política mas mantendo mão de fero contra a oposição.

Apesar de ter sido escolhido por Médici, Geisel representava uma ala mais moderada dos militares – com ele, o AI-5 seria sepultado. Porém, a moderação tinha limites. Geisel não se absteve de promover medidas antidemocráticas quando se sentia ameaçado. Lançou mão do “pacote de abril”, um conjunto de medidas que ampliava o poder da Arena quando percebeu que a oposição poderia dominar o Congresso, por exemplo.

Em 1975 houve o assassinato do jornalista Herzog, com a alegação de que ele havia se suicidado na prisão. A morte de outro preso político, Manoel Fiel Filho em 1976 fez com que Geisel definitivamente confrontasse a linha dura das Forças Armadas. Exonerou generais e demitiu um ministro militar que apoiava a linha dura. Assim, no final de seu governo a ditadura havia sofrido uma forte inflexão.

Na economia, toda a bonanza pela qual surfou o presidente Médici havia acabado e a fatura viria alta, em forma de uma inflação que em pouco tempo se tornaria incontrolável – o forte crescimento da economia já não se via mais.

Geisel conseguiu fazer seu sucessor após bater de frente com a linha dura da ditadura militar. Escolheu o então chefe do SNI – Serviço Nacional de Informações, João Baptista Figueiredo. Para isso teve de enfrentar inclusive uma ameaça de golpe. O caminho para a redemocratização estava, todavia, começando a ser pavimentado.

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