Enquanto Eduardo Leite recua e se afasta do pleito para a presidência, Simone Tebet (MDB) avança em suas pretensões. A senadora pelo MS tem conversado com economistas historicamente ligados ao PSDB para estudar propostas de governo em eventual candidatura sua. Desta maneira, procura se aproximar dos tucanos na tentativa de consolidar – e liderar – uma chapa MDB–PSDB–Cidadania–União Brasil.

Apesar de ter participado da chapa que levou Dilma Rousseff à presidência, Michel Temer (MDB) disse que eventual segundo turno entre Lula (PT) e Bolsononaro (PL) ele apoiará o segundo. É que, para ele, o PT promete destruir o legado de seu governo – a reforma trabalhista e o teto de gastos. Para o senador Jacques Wagner (PT) cuida-se de um “golpe na própria trajetória de um constitucionalista que admite votar em alguém que atenta constantemente contra a Constituição e as leis”.

O ex-governador do Rio Grande do Sul Eduardo Leite não desistiu de concorrer à presidência mas disse, em carta, que reconhece o resultado das prévias do seu partido, o PSDB, que teve como vencedor João Doria. Para uns trata-se de um recuo estratégico de Leite, já que Doria pode ser colocado de lado e o gaucho não quer ser o responsável por isto. Para Doria trata-se de um ‘ato de grandeza’. Para o presidente dos tucanos Bruno Araújo cuida-se de uma “carta madura de um homem público compromissado com o seu estado, o seu país e o seu partido.”
Após diversas tentativas de lançar um candidato próprio pelo PSD à presidência, Kassab parece finalmente ter desistido da ideia já que vários convites foram rejeitados e também porque há pressão por parte de integrantes do partido para que fiquem livres para apoiarem ao candidato que cada um achar mais interessante – o que fere uma das principais características de um “partido” político – onde cada um vai para um lado não há, naturalmente, identidade partidária.
