
Os atos no dia do trabalho (1º de maio) promovidos tanto pela candidatura de Jair Bolsonaro (PL) quanto pela de Lula (PT) foram esvaziados e demonstram que ao eleitor brasileiro está faltando apenas uma canidatura de fato viável para aderir à chamada terceira via. Bolsonaro não se arriscou e discursou através de um telão. Lula teve de atasar sua fala devido à falta de público. E a terceira via não consegue se organizar, perdida em questões menores para atender aos chamados “donos” dos partidos.
Outro fiasco: o projeto do presidente Jair Bolsonaro de criar o partido Aliança Brasil chega ao fim. Acontece que o prazo para conseguir reunir as 492 mil assinaturas se esgotou e foram recolhidas apenas 183 mil. Nova tentativa teria de começar do zero. O partido, cujo número seria o 38 “três oitão”, ao menos por hora, mostrou ser um tiro que saiu pela culatra.
A chapa Lula (PT)/Alckmin (PSB) deve ser finalmente oficializada no dia 7 de maio. Está previsto para o dia 18 de maio a escolha para um candidato que pretende se chamar de terceira via, que seria lançado por um consórico entre os partidos PSDB/Cidadania, MDB e União Brasil, ainda que este último tem vacilado quanto a integrar esse grupo. Assim, o mês de maio deixará bem mais claro o panorama que se desenhará para o pleito de outubro.
Acontece que a União Brasil, de Luciano Bivar tem se distanciado do grupo que pretende fornecer uma candidatura única como “terceira via” para a presidência da República. O grupo, formado por PSDB/Cidadania e MDB perderá assim importante verba do Fundo Eleitoral e do Fundo Partidário da UB, que tem cacife suficiente para se aproximar de qualquer candidatura. Quem está de olhos bem abertos neste movimento é o PDT, de Ciro Gomes.
É por conta deste enorme fundo eleitoral e partidário que a União vem sendo pressionada a apoiar a candidatura de Jair Bolsonaro (PL) à reeleição. O preço do apoio a outra candidatura: a perda imediata de importantes cargos no atual governo. É o jogo da política sendo jogado abertamente…
Ciro sendo Ciro – Em passagem pela Agrishow de Ribeirão Preto (SP) o pré candidato à presidência pelo PDT Ciro Gomes se desentendeu com apoiadores de Jair Bolsonaro (PL). Consta que Ciro chegou mesmo a agredir um apoiador bolsonarista mais exaltado. De governantes explosivos o eleitor brasileiro está saturado, espera-se.

Aliás… a Agrishow foi utilizada como palanque a outros presidenciáveis, que vão a Ribeirão em busca de apoio do setor agro do país – que representa 27,4% do PIB nacional. A feira, que terminou na última sexta-feira, dia 29 recebeu, além de Ciro, a presença do atual presidente Jair Bolsonaro (PL) e de João Doria (PSDB).
Luiz Felipe dÁvila (Novo) disse, em sabatina promovida pelo jornal Folha de S. Paulo e UOL que “A discussão [sobre a terceira via] foi sequestrada pelo caciquismo político”. Ele tem razão, enquanto se colocar acima dos interesses da democracia os cálculos políticos de ganhos imediatos quem perde é o Brasil. João Doria, nesse sentido, fez gesto interessante – disse admitir diálogo com Lula para o bem da democracia do país.

