
O candidato e atual governador do estado Rodrigo Garcia (PSDB) tem trabalhado intensamente para garantir sua permanência no Palácio dos Bandeirantes. Para tanto, vem visitado o interior do estado, concendo entrevistas e corrido para imprimir seu estilo no governo, promovendo mudança em cargos. Pretende imprimir um discurso centrista para fugir à polarização Bolsonaro/Lula e tem até mesmo se afastado de Doria, já que a rejeição do ex-governador – do qual ele era o vice – é grande.
Em São Paulo a velha disputa entre PT e PSDB está sendo reeditada ao ponto do candidato que tem o apoio de Bolsonaro Tarcísio de Freitas (Republicanos) não estar conseguindo formar alianças importantes. O próprio PL, partido do presidente tem demonstrado inclinação à candidatura de Rodrigo Garcia, do PSDB. Pelos lados do PT, Fernando Haddad lidera as pesquisas de intenção de voto.

Existe uma tradição pela qual quem vence em Minas, vence as eleições no Brasil. Isso tem preocupado os bolsonaristas. Acontece que a campanha de Carlos Viana (PL) tem mostrado incapacidade de decolar. Desta maneira, aproximar-se do atual governador do Estado Romeu Zema (Novo) seria a solução. O problema é que quem parece não querer Bolsonaro em seu palanque em Minas é Zema, que pontua com folga nas pesquisas de intenção de votos para o governo do Estado e tem lá suas dúvidas sobre o desempenho do presidente como cabo eleitoral no estado.

Lula (PT) definiu seu candidato ao governo de Pernambuco. Descartou a candidata do Solidariedade Marília Arraes (que deixou o PT este ano) e fincou apoio ao deputado federal Danilo Cabral (PSB). O que pesou para a decisão, segundo o ex-presidente foi o acordo a nível nacional firmado com os socialistas, já que Alckmin, que ingressou este ano no PSB é o seu vice. Marília, por sua vez, disse que continua fiel ao apoio a Lula para a presidência do país.

Nas Alagoas, a disputa pelo governo do Estado, que deveria se dar em outubro, já está quente devido às eleições indiretas extemporâneas que deveriam ter ocorrido na segunda-feira, dia 2 de maio para a escolha, pelos deputados estaduais, de um governador tampão, mas que foi adiada por decisão do STF.
Os dois principais caciques políticos do estado, Arthur Lira (PP) e Renan Calheiros (MDB) fazem uma queda de braços que certamente irá refletir diretamente no pleito do final do ano. Quem estava governando o estado era Renan Filho (MDB) que renunciou ao cargo para concorrer ao Senado. Como ele não tinha vice, já que o mesmo também renunciou para se tornar prefeito de um município do interior das Alagoas – Arapiraca, o cargo ficou vago.
Assim, vaga está em aberto. Cabe à Assembleia Estadual investir um novo governador já que aquele que estava na linha de sucessão, o presidente da Assembleia também renunciou. Dezesseis parlamentares protocolaram a candidatura para o governar o Estado até o final deste ano.
