O dia 18 de maio, anunciado por um suposto ‘centro democrático’ como a data do anúncio de um candidato que o representasse, se tornou afinal o dia em que a cúpula do PSDB tentará demover João Doria – o candiato que venceu as prévias do partido – da tentativa de se candiatar à presidência.

A missão não será fácil. Doria está se esquivando de se reunir com a cúpula porque sabe das verdadeiras intenções dos dirigentes tucanos. O ex-governador de São Paulo inclusive já deixou entender que pretende judicializar a questão caso o resultado das prévias não seja seguido.
O apoio dado por Fernando Henrique Cardoso a Doria hoje é visto muito mais como um apoio moral do que uma voz efetiva dentro do partido. Apesar de ter se manifestado no sentido de que as prévias devem ser respeitadas, FHC não faz parte da cúpula partidária neste momento.
Já para Aécio Neves, até então um confrontante de Doria dentro da agremiação, o que foi feito com o ex-governador foi o seguinte: retiraram ele do governo de São Paulo para abrir caminho para Rodrigo Garcia, que era vice de Doria – numa articulação que teria sido comandada pelo presidente da sigla Bruno Araujo. Aécio se diz favorável a uma candidatura tucana e é contra o partido se coligar com o MDB em apoio a Simone Tebet.

