
Jair Bolsonaro (PL) interviu pessoalmente entre o presidente do seu partido Valdemar Costa Neto e o apresentador José Luiz Datena (PSC) para que o apresentador seja o candidato ao senado na chapa de Tarcísio de Freitas (Republicanos). Acontece que os dois haviam trocado farpas no último fim-de-semana ao ponto de Datena dizer que parecia que “a política havia desistido dele”. Bolsonaro quer o apresentador com ele em São Paulo.
Com a desistência de Doria à corrida presidencial, cresce a importância para o partido permanecer à frente do governo do estado. A disputa não será nada fácil. Rodrigo Garcia (PSDB) terá de passar por Márcio França (PSB) e Tarcísio de Freitas (Republicanos) para enfim encarar Fernando Haddad (PT) num possível segundo turno. O grande trunfo do tucano é estar com as chaves do cofre e com a caneta nas mãos.

Lula e Kalil (PSD) fecharam definitivamente o acordo que dará ao petista um palanque privilegiado no Estado. Como o outro forte candidato, Zema (Novo) estará comprometido com o candidato do seu partido, Luiz Felipe d’Ávila, isto representa um grande passo para Lula se firmar no segundo maior colégio eleitoral do país, que também é conhecido por fazer presidente aquele que vence por ali. Mas Bolsonaro ainda não desistiu de ter palanque com Zema no estado.
Ficou fechado, portanto, que o atual senador Alexandre Silveira (PSD) será o indicado da coligação para reeleição ao senado, deixando de lado o preferido de Lula, o atual deputado federal Reginaldo Lopes (PT), que irá coordenar a campanha em Minas. Já o PT ficará com a vaga de vice de Kalil, que será ocupada pelo atual deputado estadual André Quintão.

O atual prefeito da capital Eduardo Paes (PSD) tem sido aconselhado a desistir de tentar lançar para o governo do estado o advogado Felipe Santa Cruz (PSD) já que esta candidatura não está decolando e isto pode ser colocado na conta de Paes, que não tem tido boa avaliação deste atual mandato. Outro que não quis embarcar neste projeto foi o ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia (PSDB) cujo pai, César Maia havia sido convidado para ser vice de Santa Cruz. Por hora, a resposta tem sido negativa.
O atual governador do Rio, Cláudio Castro, que é do partido do presidente Jair Bolsonaro (PL) tem convivido com algumas incoerências políticas na sua gestão. Existe um bloco intitulado “Castro-Lula”, que prega uma aliança velada entre o governador bolsonarista e o PT. Além do mais, o candidato ao senado pelo Partido dos Trabalhadores André Ceciliano mantém aliados bem próximos ao governador.
