FORMAÇÃO POLÍTICA

Radar das eleições

O presidente do Unão Brasil, Luciano Bivar lançou sua própria candidatura à presidência. Na prática, o que ele fez foi deixar o partido, que é dono da maior quota do Fundo Eleitoral e do maior tempo de rádio e TV, livre para negociar regionalmente apoio a outro candidato, leia-se, Jair Bolsonaro (PL).

Bivar lança sua própria candidatura ao Planalto.

Já Sérgio Moro, que deixou o Podemos, onde seria o candidato à presidência e migrou para o União tem visto agora minguarem suas chances de se lançar ao Senado por São Paulo. O partido quer que ele se lance à Câmara dos Deputados porque seu potencial de votos pode ‘puxar‘ mais ao menos cinco deputados para o partido. Moro confirmou seu nome ao Senado há poucos dias.

Moro pretende uma vaga ao Senado por São Paulo

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Lula (PT) admitiu que tem buscado apoio de nomes que ajudaram a concretizar o impeachment de Dilma Rousseff (PT). O petista se justificou dizendo que faz política vivendo o momento porque “se não conversar, não faz política”. Indo além, Lula disse que Geraldo Alckmin (PSB), seu atual vice não apoiou o que trata como “golpe parlamentar” contra Dilma.

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PT e PSB colocaram uma data limite – 15 de junho – para que se resolvam os impassem regionais que ainda persistem quanto a escolha do candiato a governador nos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Espírito Santo. Sendo o foco do PT São Paulo, os demais estados podem pender para o PSB. Também há impasses quanto a vaga ao Senado no Rio de Janeiro.

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Psol, que foi fundado como uma dissidência do PT por não concordar com o caminho ‘burguês‘ que a sigla tomou após chegar ao poder através de Lula, agora assiste a debandada de um grupo de suas fileiras. A desfiliação foi anunciada em uma carta intitulada “Ruptura com o Psol“. Esse gurpo enxerga uma descaracterização da silga que se une em federação partidária com o mesmo PT, que hoje traz Geraldo Alckmin (PSB) como vice de Lula.

Marinalva Oliveira deixa as fileiras do Psol

Uma das desfiliações mais sentidas foi a de uma de suas fundadoras, Marinalva Oliveira, que além de professora universitária é militante pelo direito das pessoas com deficiência. Para ela, “a adesão do Psol a frente ampla e à federação [com o PT] impossibilita a luta pelos interesses da classe trabalhadora”.

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