Há resistências dentro do PSDB em relação ao acordo selado entre o partido e o MDB, que resultou na provável chapa Tebet-Jereissati. A maior delas vem de Minas, base do deputado federal Aécio Neves, que tentou emplacar Eduardo Leite (RS) como o candidato tucano à presidência. Aécio não se conforma em ver o PSDB fora da disputa presidencial pela primeira vez em sua história.
Já Rodrigo Garcia (PSDB), que tenta a reeleição em São Paulo, viu o apoio do União Brasil e do PP ameaçado por conta deste acordo feito no nível nacional. Tanto Luciano Bivar quanto Arthur Lira, atual presidente da Câmara reagiram muito mal ao trato entre PSDB e MDB.
O União Brasil fazia parte da então chamada frente democrática mas se retirou quando o presidente da sigla Luciano Bivar decidiu lançar sua própria candidatura e deixar os diretórios regionais livres para negociarem uma aproximação com Bolsonaro (PL) principalmente.
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Ciro Gomes (PDT) está no Rio Grande do Sul tentado organizar sua campanha, já que a esquerda anda muito congestionada por lá. Acontece que o PT tem assediado o PDT para migrar o apoio a Lula. Para reforçar sua presença no Estado, Ciro lança o ex-deputado federal Vieria da Cunha como candidato ao governo do estado pelo PDT. Aliás, entre os gaúchos a aliança formada entre PT e PSB no nível nacional não se replicou – os partidos devem ter candidaturas próprias.
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Sérgio Moro (União) foi vetado pelo TRE-SP de disputar algum cargo político no estado. A transferência do seu título foi negada. Agora, resta a Moro se apresentar como candidato no seu estado de origem, Paraná. Acontece que para concorrer ao Senado terá de confrontar seu aliado Álvaro Dias (Podemos).
A saída? Ele pode se lançar como deputado federal pelo Paraná e encaminhar sua esposa Rosângela Moro como candidata ao mesmo cargo, por São Paulo. Da decisão cabe recurso ao TSE mas Moro tende a não acionar aquele Tribunal.

