FORMAÇÃO POLÍTICA

Radar das eleições

João Doria (PSDB) anunciou que se afasta momentaneamente da vida pública e retorna ao setor privado. Escreveu um artigo para o Jornal Folha de S. Paulo no qual adverte que “estamos diante do dilema de dar um passo atrás com alguém que não teve pulso para combater a corrupção ou manter um governo que é comprovadamente ineficiente em todas as suas áreas de atuação”.

Doria anunciou retorno ao setor privado.

Já Eduardo Leite (PSDB), outro candidato que disputou as prévias do partido e que igualmente saiu da corrida presidencial anunciou que tentará novamente o governo do seu estado, Rio Grande do Sul, deixando a pista do PSDB livre para a Senadora Simone Tebet (MDB).

Mais um pretenso candiato à presidência colocado à margem da disputa, Sérgio Moro (UB) permanece sem saber qual será o seu destino político. Após ser rejeitado pelo TRE de São Paulo, sabe que vai se lançar a um cargo pelo seu estado, Paraná. Acontece que sua pretensão do Senado esbarra no desejo do partido, que lhe quer candidato à Câmara do Deputados – Moro ficou refém do União Brasil.

Ciro Gomes (PDT) segue acreditando em sua candidatura. Em entrevista à reporter Renata Lo Prete disse que pretende entregar nos primeiros seis meses de seu governo o que governos anteriores não coseguiram – em especial a reforma tributária. Ciro chamou o pacote de reformas de ‘reconstitucionalização‘ do Brasil. Para ele, hoje, o que se vê é o “Supremo fazendo política, Congresso executando Orçamento, Executivo sendo testa de ferro de ladrão.”

Ciro concedeu entrevista à jornalista da Globo News.

Na verdade, Ciro não vive um bom momento em sua campanha. O candidato tem enfrentado dificuldades para acertar palanque nos estados do Sul e ainda não apresentou o seu vice. Não é visto como uma terceira via para a polarização Lula-Bolsonaro, o que acaba por abrir espaço para Simone Tebet (MDB) crescer. Novas pesquisas de intenção de voto estão a caminho.

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