FORMAÇÃO POLÍTICA

Radar das eleições – estaduais

Rodrigo Garcia (PSDB) não jogou a toalha em relação ao apoio do União Brasil à sua candidatura. Costurou um acordo para, além de oferecer palanque a Simone Tebet (MDB), também receber Luciano Bivar (UB). Apesar dos desentendimentos entre PSDB e UB no nível nacional, Garcia está conseguindo contornar a crise, ao menos em São Paulo.

Na verdade, alas diferentes do partido estão medindo forças no estado. Como Garcia é oriundo do antigo DEM, os integrantes da União remanescentes daquela agremiação querem apoiar o tucano, mas o presidente nacional da sigla insiste em segurar o apoio. Luciano Bivar disse, em entrevista ao Estadão, que a aliança em São Paulo com o PSDB é inconcebível. Disse ainda que o União estava com o PSDB mas que o PSDB saiu do União – isso para afirmar que está disposto a conversar até com Haddad (PT).

Já Tarcísio de Freitas (Republicanos), que tem o apoio de Bolsonaro (PL), faz nítido movimento de afastamento de bolsonaristas raízes – tem aberto espaço para uma campanha mais ampla e, para tanto, tem atraído o PSD, de Kassab. Enquanto alguns bolsonaristas se queixam, outros mantém a calma e a paciência. Atribuem o movimento ao momento da campanha e pensam que em pouco tempo os espaços serão novamente abertos.

Lula (PT) foi ao Rio na tentativa de atrair Eduardo Paes (PSD) à coligação que terá Marcelo Freixo (PSB) como governador e provavelmente Cesar Maia (PSDB) como vice. Além de Paes não aceitar o convite, tentou reverter o jogo e ofereceu um segundo palanque a Lula no Rio. O prefeito insiste em avalisar a candidatura de Felipe Santa Cruz (PSD) ao governo do estado. Lula disse que terá de pensar no assunto.

Já em Minas, o União Brasil confirmou o desentendimento com o PSDB e definiu apoio a Alexandre Kalil (PSD). Kalil está com Lula (PT) para a presidência. Bivar, presidente da sigla e pré-candidato à presidência pelo UB, estava negociando apoio a Romeu Zema (Novo) mas o acordo não saiu – Kalil ganhou o round.

Romeu Zema (Novo) recebeu uma camisa do Cruzeiro do ex-jogador e atual empreendedor Ronaldo, que sempre foi um apoiador de Aécio Neves (PSDB). O principal adversário de Zema, Alexandre Kalil (PSD) foi presidente do Atlético Mineiro – que a polarização política não avance aos gramados em Minas!

Alagoas está ficando pequena para tanto cacique político. O ex-presidente Fernando Collor (PTB) desistiu de tentar sua reeleição ao Senado e vai se arriscar ao governo do Estado porque a estrada para Brasília está estreita. Collor diz contar com o apoio do atual presidente Jair Bolsonaro (PL) para governar o estado. O espaço para o senado ficou estreito porque Renan Filho (MDB) aparece muito à frente nas pesquisas. Collor tentará atrair a base de prefeitos ligados ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP) também com forte influência na política alagoana.

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