FORMAÇÃO POLÍTICA

Radar das eleições

Pesquisa Datafolha confirma que a disputa eleitoral deste ano parece mesmo caminhar para a polarização Lula (PT) – Bolsonaro (PL). Simone Tebet (MDB) ainda não saiu dos 2% que já tinha e Ciro Gomes (PDT) só com um empurrãozinho da margem de erro consegue atingir os dois dígitos de preferência do eleitor. Estamos a 100 dias do primeiro turno e somado, os dois candidatos têm três quartos do eleitorado (75%).

Pelo Datafolha Lula tem 47% das intenções de voto
Jair Bolsonaro, apesar de problemas recentes mantém 28% das intenções

Ciro, na expectativa de ver seu nome mais lembrado nestas pesquisas começa a radicalizar o discurso. Em entrevista à CBN disse que está lutando “contra o sistema” e que vai revogar a autonomia do Banco Central, a que chamou de “criminosa”. Disse também que pretende “botar o povo na rua” caso enfrente um Congresso hostil ao seu programa de governo. Tudo isso nada democrático…

Ciro radicaliza discurso

Lula e Alckmin se adiantaram e lançaram plano de governo. O plano proposto é uma tentativa de abertura de maior diálogo com o centro – para tanto, eliminou definitivamente o termo revogação da reforma trabalhista efetuada por Temer. Lula (PT) colocou como prioridade máxima o fim da fome e a melhora da renda da população. Já Alckmin (PSB) pregou um “desenvolvimento que não destrua o meio-ambiente”.

Apesar de pouco provável, uma união entre Ciro e Tebet (MDB) não é impossível porém, as discordâncias no campo econômico são gritantes. Passa pela autonomia do Banco Central, privatizações de estatais, reformas implementadas pelos governos Temer (MDB) e Bolsonaro (PL) – em praticamente tudo eles divergem o que praticamente inviabiliza uma chapa entre os dois.

Uma séria ameaça à candidatura Tebet vem do sul. Ao abrir mão de candidatura própria para estas eleições presidenciais o PSDB negociou com o MDB a desistência deste partido pelo governo do Rio Grande do Sul. Para isso, o atual candiato Gabriel Souza deveria desistir e se colocar como vice de Eudardo Leite. Acontece que isso ainda não aconteceu e Souza permanece na disputa. Segundo Leite, isso tem o potencial de minar o apoio do PSDB à Tebet (MDB) no plano nacional.

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