
O candidato de Jair Bolsonaro (PL) ao governo do estado, Tarcísio de Freitas (Republicanos) tem tentado atrair para a sua candidatura o PSD. Para tanto, convidou o próprio Kassab para o posto de vice, o que foi de pronto descartado pelo presidente do partido. Ficou aberta a possibilidade, todavia, do ex-prefeito de São José dos Campos Felício Ramuth ocupar a vaga, já que deixou a prefeitura daquela cidade para se candidatar a governador, mas não tem conseguido boa pontuação nas pesquisas.
O PSB está forçando Márcio França a desistir de sua candidatura ao governo do estado. A sigla pretende se concentrar em fazer o maior número de parlamentares possível e, por isso, pretende investir apenas em candidatos a governador de estado que têm condições reais de vitória, caso de Marcelo Freixo no Rio ou de Renato Casagrande no Espírito Santo. São Paulo ficou fora desta relação.
Desistindo, França deve concorrer ao Senado. O problema é que, nesse caso, quem coloca empecilhos é o Psol porque está percebendo que o PSB pode ficar tanto com a vaga de vice na chapa de Haddad quanto com a de senador. O partido entende que tem força em São Paulo para apresentar o nome a vice do petista.
A preferida de Haddad (PT), Marina Silva (Rede) anunciou que não vai acompanhar o petista na chapa. Pretende sair a deputada federal por São Paulo e com isso fazer o partido conseguir o maior número possível de votos no maior colégio eleitoral do país, aumentando assim sua importância no Congresso Nacional.

O MDB vai fornecer o nome do candidato a vice na chapa do atual governador Cláudio Castro (PL). O ex-prefeito de Duque de Caxias Washington Reis ocupará o posto, numa tentativa de atrair o eleitor da baixada fluminense ao candidato de Bolsonaro no estado. Assim, o Rio de Janeiro se torna mais um entrave para a campanha de Tebet ao Planalto.
Já Marcelo Freixo (PSB) não terá a companhia do candidato a vice que vem cortejando, Cesar Maia (PSDB) em evento que ocorrerá dia 7 de julho. O ex-prefeito vai respeitar a orientação do presidente nacional da sigla, Bruno Araújo. Acontece que Lula e André Ceciliano, candidatos à presidência e ao Senado pelo PT estarão no palanque. Assim, o sinal emitido por Maia não é dos mais animadores para Freixo.

Apesar de a executiva nacional do MDB declarar apoio à candidatura de Eduardo Leite (PSDB) ao governo do estado, oferecendo o nome de Gabriel Souza (MDB) como vice, o diretório gaúcho do partido insiste em manter a candidatura do deputado estadual ao cargo. Outro ponto de preocupação para o projeto nacional de Tebet é que caciques do partido no estado estão se articulando para estar com Ana Amélia (PSD) para o Senado, enfraquecendo o acordo a nível nacional.

Sérgio Moro avalia sair candidato ao governo do estado pelo União Brasil. Para tanto, tem trabalhado em um projeto chamado “República Paraná” no qual traça propostas para segurança pública, economia, educação e saúde. São seus oponentes, nesse momento, entre outros, o atual governador Ratinho Júnior (PSD), o ex-governador Roberto Requião (PT), e o senador Flávio Arns (Podemos).
