O resultado do esforço que o presidente Jair Bolsonaro (PL) fez para diminuir a diferença para o candidato do PT Lula começou a aparecer assim que a gasolina ficou mais barata e os primeiros auxílios aos mais necessitados cairam na conta. Em Minas, estado que é tido como o melhor termômetro da disputa, a vantagem de Lula, que era de 18 pontos, caiu para 9 pontos, segundo pesquisa da Quaest.
Aliás, o imediato crescimento de Bolsonaro nas pesquisas fez com que as outras campanhas acendessem o sinal amarelo. Lula garante que tornará o benefício permanente e seu novo aliado, André Janones (Avante) se utilizou da grande audiência que possui nas redes sociais para afirmar que Bolsonaro, se reeleito, extinguirá o benefício no dia 1º de janeiro de 2023. Já Ciro Gomes (PDT) propõe um programa de renda mínima no valor de mil reais mensais para famílias necessitadas.
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A presidente do PT Gleisi Hoffmann e a secretária de finanças do partido Gleide Andrade não se entenderam em relação à distribuição da verba vinda do fundo eleitoral. O problema é a quem destinar a fatia que cabe a candidaturas à Câmara dos Deputados – apenas aos que tentarão a reeleição ou a candidatos que possuem condições de vencer mesmo sem ser deputados atualmente? Ainda tem o caso de se punir, ou não, parlamentares que votaram contra o aumento do fundo eleitoral. O clima anda quente por lá.

