FORMAÇÃO POLÍTICA

Radar das eleições

Após ser dada a largada para as campanhas eleitorais ficou claro que os dois principais candidatos – Lula (PT) e Bolsonaro (PL) estão focados em acirrar a polarização política. Assim, o primeiro assunto debatido nos palanques foi a religião – parecem mais preocupados em conquistar o voto dos evangélicos do que em propor soluções para o país.

É que, enquanto houver democracia e processo eleitoral, o eleitor é o senhor. E se o eleitor tolera esse tipo de discussão rasa, melhor para quem não tem muito a dizer (ou muito a esconder).

E por ter mais a perder do que a ganhar, Lula e Bolsonaro tem recusado os debates eleitorais – preferem o conforto dos palanques. Diante disso, a campanha de Simone Tebet (MDB) estuda convidar Ciro Gomes (PDT) para os dois promoverem alguns debates, que seriam transmitidos pela internet. Seria uma forma de apresentarem propostas e discutirem rumos para o país, além de usarem o espaço para cobrar a presença dos dois principais candidatos.

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Ciro Gomes iniciou sua campanha dando destaque para o seu projeto de renda mínima para o brasileiro carente. O candidato batizou o plano com o nome do vereador paulistano Eduardo Suplicy (PT), o mesmo que durante o lançamento da chapa Lula-Alckmin tomou o microfone e acusou o partido de jamais ter apoiado o seu projeto de renda cidadã no país. Suplicy, que enquanto Senador tentou implementar o auxílo não fez objeção a Ciro por usar seu nome no programa.

No Senado Federal Suplicy lutou, sem sucesso, para implementar o Renda Cidadã para o brasileiro.

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