FORMAÇÃO POLÍTICA

Rui Barbosa

Há cem anos o jurista e republicano Rui Barbosa deixava este mundo. Lutou para construir um país regido por leis, não por privilégios. Sonhou ser presidente da República.

Busto de Rui Barbosa no Palácio da Paz, em Haia.

Rui Barbosa enxergava a escravidão como o maior mal do país. Certa vez, vaticinou: “A abolição da escravidão, quer o governo queira, quer não queira, há de ser efetuada num futuro próximo”. Visto agora, parece óbvio mas naquele momento, com a forte resistência dos ‘senhores de terra’, isto era um sonho distante.

Quanto à República, via como o único regime capaz de fazer do Brasil um país melhor. Naquele tempo já se questionava como este gigante não conseguia impor sua estatura em benefício de seu povo.

A abolição da escravatura finalmente aconteceu (não como ele queria, é bem verdade), apenas um ano antes da proclamação da República.

Já com o país vivendo sob o novo regime, emprestou seus conhecimentos para ajudar na elaboração de nossa primeira constituição republicana. 

Curiosamente, o baiano ocupou o cargo de ministro da Justiça interinamente e por apenas três dias (entre 15 e 18 de novembro de 1889). Por quê será?

Escalado para colaborar como ministro da Economia enfrentou a crise do encilhamento, o que lhe causou profundo desgaste.

Percebeu que a república não nascia como sonhou. Buscou seu próprio caminho e candidatou-se à presidência. Foi batido pelo sistema. 

O Brasil infelizmente tem padecido deste mal – em momentos determinantes para o nosso futuro, “algo” nos conduz ao pior caminho.

Seguimos nossa saga. Um gigante que não consegue dar vida digna ao seu povo mais necessitado.

Entre erros e acertos, Barbosa fez sua parte. Sempre é tempo de acertar o passo. Façamos a nossa.  O momento é propício para refletirmos sobre como estamos colaborando – votar com responsabilidade é só o primeiro passo.

É preciso acompanhar o que nossos políticos estão fazendo. Não somente o Executivo mas, em especial o Legislativo. É de lá que vem, historicamente, as nossas piores mazelas.

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