Eleitor começa a mostrar disposição para buscar um caminho mais ao centro. Discurso divisionista precisa ser execrado para o país avançar.

Pesquisa recém divulgada pelo jornal O Globo, realizada pelo Instituto Ipec nos dão conta de que nesse momento, 57% dos brasileiros gostariam de se ver distante da polarização política entre Lula (PT) e Bolsonaro (PL). Que esse número aumente até 2026!
Triste constatar que foi essa polarização que manteve o eleitor preso a uma armadilha política que beneficia o problema em detrimento das possíveis soluções.
Assim, podemos inferir que o pior que Lula e o seu partido produziu durante seus anos de mandato foi Jair Messias Bolsonaro. Já Bolsonaro nos legou, após seu irresponsável governo o retorno de Lula, desta vez aparentemente em uma forma piorada.
Haviam opções (até razoáveis) de escolha no último pleito. Prevaleceu, entretanto, o desejo da maioria de se livrar dos arroubos autoritários que punham a própria democracia em risco.
Ao menos o mais importante foi preservado – a possibilidade do brasileiro, soberanamente, decidir sobre o seu futuro – estivemos bem perto de perder até isso.
Agora é vigiar esse governo que aí está capitaneado por Lula e pelas ideias de seu partido. Apesar da pauta retrógrada que costuma orientar os anseios desta turma, quem sabe o petista consiga ao menos conduzir o país ao mínimo de normalidade institucional. Já seria um ganho.
Passados os rasgos disparatados deste início de governo – no qual Lula tem perdido diversas oportunidades de apontar um caminho para a pacificação do país – certamente o atual presidente se convencerá que tem uma Nação a conduzir.
Não nos iludamos. Somente no longo prazo conseguiremos vencer esta estranha quadra de nossa história política. Ao menos a democracia tem se saído bem de tão grandes desafios.
Talvez para a próxima eleição o brasileiro tenha mais abertura para escutar uma terceira via. E que a imprensa não venha querer nos ‘inventar’ um novo Collor. Basta de falsos ‘messias’, o que nós precisamos é de um governo responsável, não de um salvador da pátria.
