
Primeiro foi o incentivo à venda de carros novos. Isso já foi feito lá atrás pelo governo Lula e o resultado podemos verificar nas ruas do país hoje – excesso de automóveis envelhecendo a olhos vistos e entupindo as vias das grandes cidades brasileiras. O caminho correto, qualquer pessoa sensata entenderia, seria o de investir no transporte público – simples assim.
Agora o governo sinaliza em fomentar a venda da linha branca – eletrodomésticos – repetindo o mesmíssimo erro de outrora – vai incentivar, na verdade, o inadimplemento na tentativa de dar fôlego às grandes varejistas do setor.
Na outra ponta o governo anuncia o programa “Desenrola Brasil” e parece não entender que oferecer crédito agora será o mesmo que incentivar a inadimplência de amanhã. Limpa o nome das pessoas às custas do Estado para depois essas mesmas pessoas retornarem à condição de inadimplentes – só que com uma geladeira menos velha. Assim, Lula só vem repisar o erro e empurrar o problema para o futuro.
O caso, aqui, seria o de oferecer segurança alimentar ao brasileiro.
De nada vale uma pessoa comprar uma geladeira nova mas não ter o quê colocar dentro dela. Pesquisas recentes apontam para o fato de que mais de 10 milhões de brasileiros estão sofrendo, nesse momento, do mal da fome!
Governar é fazer escolhas. A impressão que se passa é a de que Lula não mudou em nada a sua maneira de governar. Logo estará elegendo suas novas “campeãs nacionais” – empresas que se beneficiam de incentivos governamentais e acabam por se agigantar.
Vejam que a JBS já busca ativos no exterior – tudo fica muito óbvio – os erros estão caminhando todos, de volta para o mesmo lugar.
Nosso atual presidente se esquece, porém, de que o povo brasileiro lhe conferiu uma terceira chance não porque aprovou a passagem do petista em tudo o que fez nas outras duas administrações, seguidas pela péssima escolha de Dilma Rousseff para lhe suceder.
É importante destacar esse pensamento: o povo brasileiro não votou necessariamente em Lula, mas votou contra Bolsonaro – e Lula venceu por margem mínima. Acontece que o eleitor preferiu lidar com essas investidas no mercado a correr o risco de perder a democracia. Lula precisa concentrar-se no que, de fato, importa – e em um país como o Brasil de hoje o que importa é alimentação e educação.
Lula deveria gastar suas fichas para melhorar a renda e dar mais incentivo à alimentação de primeira necessidade – arroz e feijão, além de se esforçar para oferecer uma escola pública de qualidade. Em verdade, essas deveria ser políticas de estado, e não de governo.
O povo não precisa de geladeira nova, o que o povo mais precisa, nesse momento, é de comida para sobreviver.
Mas, quem tem sido atendido em suas demandas é o empresário – especialmente aquele que produz e vende carros e geladeiras. Lula os ama de paixão.
