
Há que haver Política e Estado, um vai definir diretrizes e o outro os tipos de ação.
Vivemos, nos grandes centros, a falta dos dois; um cenário antigo que hoje traz o desequilíbrio no estado de direito e na democracia. De que adianta eleger um político se ele não fomenta ideias construtivas para combater o crime organizado?
Se esse político não faz o Estado agir de forma contundente para eliminar o crescimento desordenado das cidades e do poder paralelo (milícias, traficantes), para que serve a democracia?
Estamos vendo no Equador o poder paralelo matando políticos e galgando espaços no poder.
O povo hoje é refém da desordem implantada há anos no país. Só os moradores do “asfalto” têm acesso às benesses do estado, o outro lado da sociedade é desassistida e vive a lei do comando local.
As comunidades, favelas e bairros afastados estão nas mãos do poder paralelo, e essas populações só crescem, como um tumor social maligno. Hoje o Brasil abandonado é maior que o Brasil dito assistido pelo governo.
Algum político com ideias e vontade para atacar esse problema? Não conheço.
Só impera o populismo barato que ganha votos para se perpetuar no poder.
O Brasil caminha para um triste fim. Rezemos.
Por: Roberto Solano – colaborador
