A RECEITA DO MAL
Ao saber que cerca de 500 delinquentes foram encaminhados pra delegacia após o show do Alok na praia de Copacabana, e que o arrastão foi programado pelas redes sociais, eu penso que a segurança pública está sem condições de eliminar esse tipo de crime.

Shows em ambiente aberto devem ser repensados e quem puder evitar que o faça. As políticas de segurança pública têm que se adaptar ao mundo novo da informática para todos, da comunicação em massa, instantânea, e perigosa. A prevenção é o caminho para uma punição antecipada, como fazer é a questão. A punição é outro agravante: a maioria dos delinquentes são menores de idade, pessoas sem um lar e vinculadas ao crime organizado.
A receita do mal está no caldeirão: desemprego, crime organizado e internet. Solução? Difícil de implantar e executar, o correto, no primeiro momento, é eliminar os shows em locais abertos, até que alguma “mágica” aconteça.
Por: Roberto Solano – colaborador
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NEGÓCIO DISTORCIDO
Ao ler que os planos de saúde tiveram um lucro no 1o semestre de 1,45 bilhão de reais com 5,9 bilhões de resultado financeiro positivo (o nosso dinheiro sendo aplicado) contra um prejuízo operacional negativo de 4,3 bilhões podemos concluir que há um novo banco, pra lá de lucrativo, por trás do negócio principal (plano de saúde).
Tudo está distorcido, o negócio não é bom, mas gerir o caixa do negócio é ótimo e assim ficamos sem receber nosso reembolso no devido tempo e os médicos sofrendo com baixa remuneração e sofrendo o risco dos planos não sobreviverem.
O governo tem que abrir essa “caixa preta” para entender e corrigir (regulamentar o negócio): o consumidor não consegue parar os aumentos, os planos alegam prejuízo operacional e, por incrível que pareça, têm lucro financeiro! Tem algo de muito errado nesse negócio, há que intervir de forma a corrigir os erros e viabilizar para o consumidor, os prestadores de serviços e a operadora. Plano de Saúde não é banco.
Por: Roberto Solano – colaborador
