Coluna Construtiva, FORMAÇÃO POLÍTICA

O assunto é: Segurança

O Rio de Janeiro e o Brasil convivem com insegurança pública. Onde está o Estado?

Todo crime tem uma motivação que gera uma lógica plausível: roubo, vingança, crime passional, etc.

O Rio de Janeiro, e algumas localidades do Brasil, têm a capacidade de distorcer a lógica, uma realidade paralela: a banalização do crime.

Três médicos são mortos em local aberto e bem frequentado, de frente a um hotel de luxo, na praia da Barra da Tijuca. A motivação do crime é de execução, brigas de facções rivais, cidade sem segurança pública, população abandonada.

Mata-se gente como barata, e o objetivo individual do crime se torna coletivo, não há lógica, pois a impunidade impera, tanto faz matar um ou muitos. O governo é incompetente, a lei não permite as ações violentas da polícia nas comunidades: o crime cresce sem uma contenção, livre, leve e solto.

Perdemos o controle do crime, a lógica não mais importa, a punição será na mesma moeda (olho por olho, dente por dente), a lei é da selva, a cidadania morreu.

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Todos sabem que uma panela de pressão, se não bem construída e devidamente usada, pode explodir. Agora pensem na política de segurança pública de um país, é a mesma coisa: tem que ser bem construída e devidamente usada. Simples assim.

Acontece que a “panela de pressão” da segurança já está apitando faz tempo e sinalizando que vai explodir! Solução: apagar o fogo imediatamente.

Os governantes têm que agir rapidamente, sem receios de ofender A ou B, com muita energia para apagar o fogo (a começar pelo Rio de Janeiro) e, ao mesmo tempo, reunir gente competente para um “Plano nacional de segurança pública”, que engloba ações múltiplas (educação, moradia, urbanismo, etc..) e investir seriamente nisso, caso contrário vamos virar um México, sem panela, sem feijão, sem nação.

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