FORMAÇÃO POLÍTICA

Uma chance a mais

Momento em que a Reforma Tributária é recebida para análise no Senado.

Uma nova janela de oportunidades se abre não só ao Brasil, mas à própria América Latina. Mais uma vez, as demandas globais se voltam para as nossas riquezas, mostrando que a Natureza nos foi generosa.

O mundo buscará aqui, nas próximas décadas, a solução para a alimentação de uma população que deve chegar aos 10 bilhões de pessoas já em 2050. O lítio deixou de ser vital apenas para o tratamento de transtornos mentais. Alcançou papel de destaque para a economia do futuro, sendo utilizado em dispositivos eletrônicos e na indústria aeroespacial. Especial destaque terá na produção de baterias que alimentam os automóveis de um futuro que, na prática, já chegou. A América Latna dispõe de 60% das reservas globais do mineral.

As energias verdes também podem ser encontradas nessa parte do planeta em fartura. O brasileiro Ilan Goldfajn, presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento lembrou que a região encontra-se diante de uma “tripla oportunidade”.

Neste exato momento o Brasil está tentando produzir uma reforma tributária que pretende colocar o país no rol daqueles que não tratam a tributação como entrave, mas como fomentador de riquezas e de justiça social. Esse deve ser, ao menos em tese, seu objetivo mais imediato.

Se a passagem da reforma tributária pela Câmara dos Deputados não foi muito prejudicial nesse sentido, sua estada no Senado tem sido temerária. Existe uma enxurrada de demandas por privilégios que não podem prevalecer. Alíquotas devem ser, na medida do possível, uniformes. Alíquotas especiais só tendem a tornar o sistema disfuncional e complicado, voltando à situação em que já nos encontramos.

Se o argumento é o de que um produto precisa ser taxado com menor alíquota para atender às demandas sociais, o banco mundial desmentiu a falácia. Para o órgão “devolve(r) impostos beneficia pobres mais que isenção na cesta básica”. O cashback já é amplamente conhecido e aceito pelo brasileiro — assim como o PIX também o é.

Isenções e alíquotas reduzidas são estratagemas de que o grande empresariado se vale para pagar menos impostos e empurrar a carga tributária para aqueles que não podem manter lobbies em Brasília.

Se o Brasil quer, de fato aproveitar o momento positivo que se avizinha, é hora de todos aceitarem a sua cota de sacrifício. Chega de balela!

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