É função do governo apresentar soluções para os problemas da coletividade. O aplicativo “Celular Seguro” promete ao menos livrar a vítima do suplício dos call centers.

A reforma tributária colheu o seu primeiro fruto antes mesmo de qualquer regulamentação. A agência S&P, que, a despeito de outras já terem aumentado a nota da economia brasileira insistia em nos manter no BB-, imediatamente elevou a classificação brasileira para BB e nos coloca a dois passos do “grau de investimento”. Demonstra que estamos na trilha certa.
De se lamentar que, por questões ideológicas, esse governo não se esforçe — como fazia o anterior — em nos inserir na OCDE. Lula prefere o G-77. Apenas que uma adesão não impede a outra. Estadistas têm o pensamento plural — falta isso a Lula para conseguir suas ambições (e não tem quem o convença disso!).
Porém, um governante precisa trabalhar para além das ideologias não para ser considerado um estadista — o curioso é que somente agindo assim o será. Deve trabalhar para todos porque essa é, acima de tudo, sua obrigação.
É interessante perceber quando as determinações governamentais melhoram a vida do cidadão, na prática. O PIX é um exemplo claro disso. Assim que lançado, teve a adesão imediata da população, facilitando e dinamizando relações. Compra-se até um cafezinho com PIX.
O governo acaba de lançar o aplicativo “Celular Seguro”. É uma resposta do Estado a um problema que já atingiu proporções dramáticas. Promete-se que, doravante, ao roubar um celular, o meliante tenha apenas um “pedaço de metal inútil nas mãos”, como alertou o secretário-executivo do ministério da Justiça, Riccardo Cappelli.
O fundamento básico do Estado é oferecer ao menos segurança aos seus cidadãos que, para isso, colaboram com os impostos. Com o “Celular Seguro” o governo nos oferece uma ferramenta que, se de fato tiver a eficiência prometida, irá ao menos desmotivar a proliferação desse tipo de crime.
Não é a solução já que os bandidos irão pensar em alguma saída. Mas ao menos é um alento. Até aqui, ao ser furtado, a vítima passa pelo calvário dos teleatendimentos de bancos e operadoras de celular para os bloqueios necessários. Ao menos disso o governo promete nos livrar — o que não é pouco.
