O dia 8 de janeiro é uma data a se comemorar — foi o momento em que o Brasil optou pela preservação do regime democrático ao retrocesso institucional.

A história política brasileira é recortada por experiências democráticas subitamente interrompidas por momentos autoritários. É muito simples compreender o porquê. Nossas elites insistem em não repartir riquezas e agarram-se a privilégios. Criamos assim um contingente enorme de empobrecidos que, por óbvio, irão depositar seus votos em favor daqueles que se apresentam como progressistas.
Como a democracia pressupõe igualdade — ao menos diante da urna — chega um momento em que se faz necessário romper com o ciclo para se conseguir — pela força — fazer prevalecer o conservadorismo. O problema é que, por aqui, conservadorismo significa manter os pobres em sua eterna condição de miserabilidade.
O acontecido há exatos um ano foi outro momento destes. A ideia era a de se derrubar o regime, fazer Jair Bolsonaro retornar triunfante dos USA e implantar um regime em que o Parlamento, quando sobrevivente, nada mais é do que órgão meramente figurativo, assim como o Supremo. Estaríamos hoje comemorando o primeiro aniversário da “revolução”.
Ora, basta de retrocessos. Nossas elites precisam compreender que o povo brasileiro prefere o regime democrático e que, com a democracia, vai fazer valer seus direitos. Todos aqueles que trabalham devem ser beneficiados pelas riquezas que nosso país possui.
Esse benefício virá através de serviços. Boa educação, boa saúde e segurança pública. Nosso povo precisa ter orgulho de ser brasileiro.
Que a Justiça seja feita àqueles que tentaram derrubar a República e que nossas elites aprendam que aliar-se ao seu povo brasileiro é melhor do que se entregar aos grandes esquemas internacionais. Que nossas instituições se fortaleçam.
O caminho é longo, mas não podemos mais nos enganar. A democracia é a solução.
