A julgar pelo modo como o país é administrado podemos concluir que não temos um governo; temos maus gastadores de verbas públicas.

A polarização das discussões a respeito da responsabilidade pela tragédia climática que se abateu sobre o Rio Grande do Sul apenas reforça o entendimento de que precisamos superar este cataclisma político.
Governos são passageiros e a alternância no direcionamento deles é saudável. Políticas de Estado devem ser colocadas nas agendas em detrimento das políticas de governo. Fazemos o exato oposto.
Olhando para frente, sabemos que temos muito a fazer para enfrentar de maneira eficiente as mudanças climáticas anunciadas há tempos. Mas basta olhar para trás para constatar que os governos que passam pelo Planalto — sejam de esquerda ou de direita — não se preocupam com isso, senão com os imediatismos e com ataques diretos e inúteis à corrente ideológica adversária. Como eleitores, não deveríamos participar deste jogo imoral e improdutivo.
A maneira como nossos governantes tratam do assunto “planejamento” é ridícula. Levantamento promovido pelo jornal O Globo (13.mai, p. 4) dá conta de que “obras contra enchentes se arrastam até 15 anos, em pelo menos seis estados, com promessas de gastos de R$ 7,3 bilhões (valores corrigidos).”
Ora, o governo Lula fala em alívio de R$11 bi ao RS. Isto é: fazer algo planejado custa muito menos do que socorrer depois (inclusive e especialmente vidas) mas, parece que respostas dadas às pressas, no desespero das situações são uma marca de nossos (des)governos. Daí concluir que nossos governos não governam, apenas se apegam ao poder para direcionar o país em conformidade com suas inquietações ideológicas. Governar é planejar!
Mais uma vez: precisamos nos aferrar a políticas de Estado, não de governo. A população deve se prevenir dos discursos divisionistas que as redes sociais promovem, destilando o ódio e não oferecendo nada em troca, que não confusão e desinformação.
A responsabilidade pela tragédia no Rio Grande do Sul é de todos nós, quando assistimos passivos uma sucessão de governantes que não são afetos a planejar, mas sim em distribuir verbas e cargos a partidos que mais se assemelham a organizações criminosas. Eles, em absoluto, não representam os interesses do cidadão.
Somos todos corresponsáveis por mais este triste desastre. Outros virão.

Realmente nossos governantes têm uma grande preocupação, com seus interesses. Uma vez eleitos, criticam seus antecessores e só pensam na próxima eleição. O povo? Que se dane. Mas enqto houver essa compra de votos descarada , só vamos piorar.
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infelizmente estamos vivendo em um país que tem uma ilha da fantasia cheia de fartura inacabáveis , cercada por estados famintos e desgraçados ,controlados por gangs sobre proteção de uma justiça duvidosa !
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