Gesto do presidente dos Estados Unidos Joe Biden, que desistiu de tentar a reeleição em favor de Kamala Harris seria repetido por Lula?

A julgar pela mentalidade de nosso presidente e pelo modus operandi de nosso Congresso, o Brasil deve continuar preso ao passado.
Lula é democrata na exata medida de suas necessidades. Sabedor de que o Exército jamais toparia embarcar em uma aventura política com qualquer presidente, ajeita-se (desajeitado), às regras democráticas.
E que não se espere de Lula um ato que só um estadista seria capaz. Lula dificilmente vai abrir mão de tentar um quarto mandato. Também os nossos partidos políticos não possuem a força institucional que os partidos ianques têm. Portanto, Lula deve vir candidato em 2026.
Não se sabe se foi Biden quem, em um momento de serenidade decidiu-se por abandonar uma campanha que tende ao fracasso, ou se foi o seu partido quem o convidou a abandonar suas ambições. O fato é que as chances de a democracia norte-americana continuar forte são grandes.
Por aqui, o fato de Bolsonaro não poder disputar as próximas eleições abriu uma excelente janela de oportunidades para sairmos desta inútil polarização na qual estamos metidos. Seria de bom grado que Lula não disputasse as próximas eleições.
Mas o que ele tem feito é repisar o fato de que somente ele pode bater Bolsonaro e, na falta de Bolsonaro, Lula desconversa e segue pensando em governar o Brasil até 2030!
Diante dos desafios políticos pelos quais o país atravessa, com um Congresso que insiste em se assenhorar do orçamento e de uma necessária Reforma Tributária que claudica diante da ação de grupos de interesse, a sensação que se tem é a de que o Brasil ainda patina no século XX.
