FORMAÇÃO POLÍTICA

Barbárie

Lessa: depoimento estarrecedor.

Lessa não apresentou “qualquer dado concreto que possa corroborar sua narrativa”. Assim respondeu a defesa do ex-chefe da polícia civil Rivaldo Barbosa, acusado de escamotear as investigações do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes, em 2018. 

Assassino confesso da vereadora carioca Marielle Franco, as palavras do ex-PM Ronnie Lessa têm movimentado o meio político em Brasília. Acontece que este caso não caiu no esquecimento, como tantos outros casos que envolvem tráfico de drogas e outras atividades ilícitas. 

A porcentagem de homicídios cujos autores são conhecidos no Brasil varia bastante de acordo com a localidade, o ano e a eficiência das investigações conduzidas pelas autoridades. Mas, em geral, as estatísticas indicam que uma parte significativa dos homicídios no Brasil permanece sem solução. Estima-se que cerca de 20% a 30% dos homicídios no Brasil tenham a autoria identificada e solucionada, mas essa porcentagem pode ser menor em algumas regiões. 

De qualquer maneira, estamos falando de vidas. É chocante escutar Lessa: “Quanto mais sangue rolava no Rio, mais dinheiro a equipe da DH”, ou “quem tem dinheiro, não vai preso”. 

A justificativa maior da existência do Estado é a de que ele, em troca dos impostos que nos sujeitamos a recolher, oferece segurança – à vida e à propriedade. Quando a sensação de que nem isso o Estado oferece, então passa-se a questionar o porquê se sujeitar a isso. 

Como mandantes deste crime em particular, o nome de um conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro e de seu irmão, um deputado federal. Quanto ao TCE-RJ há um vídeo fundamental no Youtube no qual a então deputada estadual Cidinha Campos comenta, estarrecida, sobre como o órgão é administrado. 

Em relação ao deputado federal Chiquinho Brazão (sem partido, mas eleito pelo União Brasil) cabe ao presidente da Câmara Arthur Lira (PP) fazer valer a decisão do Conselho de Ética e dar andamento ao processo de cassação. Lira quer empurrar a decisão para após as eleições. Quem sabe a poeira abaixa até lá.  

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