As palavras proferidas no púlpito da Assembleia das Nações Unidas por Lula são válidas. Mas ele se esquece de que seu governo é parte do problema. Muito do que disse seve para ele mesmo.

“Façam o que eu digo, não façam o que eu faço!”, diz o brocardo. Lula condenou o fracasso de diversos acordos internacionais, especialmente os relacionados ao clima, ressaltando que o planeta “já está cansado de acordos climáticos não cumpridos“. Ele tem razão.
Mas parece se esquecer que comanda a maior potência climática do planeta. A Amazônia arde em chamas e nenhuma das nações às quais ele criticou tem relação direta com o problema. Cabe ao Brasil, sob a sua batuta, fiscalizar!
Quanto a questão das guerras que desestabilizam a paz global – seja a da Rússia contra a Ucrânia, seja a que Netanyahu desfere contra o Hezbollah – Lula as trata com viés estritamente ideológico, enfraquecendo suas razões.
Se esquece que o conflito no oriente médio iniciou-se quando o grupo que comanda o Líbano atacou covardemente Israel e que foi a Rússia quem invadiu a Ucrânia, tentando consolidar aquilo que havia começado em 2014, quando anexou a Criméia e o mundo se calou.
Ademais, seu eterno enlace com as ditaduras de Cuba e da Venezuela já faz parte do anedotário político internacional. Suas palavras perdem força diante de tanta incoerência.
De se lamentar que o lugar de honra que o Brasil ocupa na Assembleia das Nações Unidas tem sido tão mal utilizado. Para quem pretende uma cadeira no Conselho de Segurança, estamos mais é para perder a honraria.
