O obstáculo para o desenvolvimento do Brasil não é o povo, mas sim o seu governo.

Durante sua última estadia na Casa Branca, Donald Trump desafiou os fundamentos democráticos, uma das maiores riquezas daquela nação. Caso seja eleito, veremos se finalmente compreendeu que precisa respeitá-las ou se irá dobrar a aposta.
As instituições nunca foram o forte do Brasil. Por aqui, leis são criadas e recriadas ao sabor das necessidades, e nem toda lei “pega”. Decisões judiciais são tomadas e depois derrubadas de acordo com os interesses de momento. Visto em perspectiva, é isso que tem nos impedido de atingir níveis maiores de desenvolvimento.
A sanha arrecadatória recai sobre aqueles que não podem manter lobbies – oportunamente não regulamentados, diga-se de passagem – para fugir das altas alíquotas. Assim, os benefícios fiscais que uns recebem são empurrados para aqueles que não os tem.
O dinheiro do orçamento é dividido de forma “secreta” e não chegar a quem necessita, fortalecendo grupos que comandam feudos e se assemelham aos coronéis e aos senhores de engenhos de antanho. São os oligarcas.
Para fechar o quadro, apresenta-se o povo brasileiro como malandro e como aproveitador de situações. Sim, aquele que paga impostos é o vilão.
O Prêmio Nobel de Economia de 2024 foi concedido aos economistas Daron Acemoglu, Simon Johnson e James Robinson por suas pesquisas sobre como as instituições moldam e influenciam a prosperidade econômica dos países.
Tratou sobre como economias que deveriam ser fortes não são. É o caso do Brasil – a propósito, um país que ainda não conseguiu ganhar nenhum prêmio Nobel dada a maneira como a educação é conduzida pelos nossos governantes desde sempre.
É assim que se mantém um poderoso país na condição de subdesenvolvido. Os americanos deveriam refletir se vale a pena apostar naqueles que não respeitam as instituições. Coube a uma brasileira radicada lá dizer isso ao candidato republicano. Ela sabe do que está falando.
