FORMAÇÃO POLÍTICA

Democracia por um triz

Apresentação de plano para assassinar presidente, vice e Ministro do STF deixa claro que o golpismo quase triunfou.

Então presidente do TSE, Moraes esteve próximo de sofrer atentado.

Veio a público um tresloucado plano para assassinar os então recém-eleitos Lula da Silva e Geraldo Alckmin, bem como o Ministro do Supremo Alexandre de Moraes. Isto se daria em dezembro de 2022, dias antes da posse. A partir daí, formar-se-ia um Gabinete de Crise, comandado pelos generais Braga Netto e Augusto Heleno. 

Não é preciso muito exercício de lógica para chegar à conclusão de que um golpe então seria aplicado e que Bolsonaro permaneceria no poder. As consequências disso? Quem saberá como reagiriam os que depositaram seus votos não necessariamente em colocar Lula lá, mas para retirar Bolsonaro do poder? Tudo de uma irresponsabilidade grotesca.

A mesma que levou fanáticos a fazer o que foi feito na Praça dos Três Poderes no dia 08 de janeiro de 2023.

Olhando já em perspectiva pode-se perceber o quão próximo nossa democracia esteve de ser aniquilada naquela (ainda recente) ocasião.

Tão recente, que pede cautela. As investigações devem ser conduzidas de maneira institucional para alcançarem aqueles que insistem em romper com o sistema democrático no Brasil.

Quando a democracia retornou ao país, o vencedor (mesmo que no Colégio Eleitoral) foi Tancredo Neves. Não se sabe como ele agiria com os militares, fato é que eles não confiavam nele. Para se garantir, foi colocado um ex-quadro do então partido governista, José Sarney como seu vice.

Dias antes da posse, Tancredo adoeceu. Na ocasião, surgiu a história de que ele havia sido alvejado na saída de uma missa realizada em Brasília. Muito se já falou sobre isso. O que entrou para a história é que Tancredo morreu devido a uma diverticulite. Há inclusive livros que relatam as várias cirurgias pelas quais Tancredo passou, sua transferência para São Paulo, tudo muito bem relatado. Mesmo assim, o mito ficou.

O filme “Ainda estou aqui” de Walter Salles é essencial para quem quer entender ou lembrar os “anos de chumbo”.

Sarney assumiu e. diferente da Argentina, Uruguai ou Chile, os militares que fizeram barbaridades jamais foram punidos por aqui.

Uma questão ainda se impõe: nossas instituições e as liberdades que nossa Constituição nos garante ainda estão em risco?

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