FORMAÇÃO POLÍTICA

Operação 142

Gen. Freire Gomes anulou as possibilidades de golpe de Estado.

As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem.

O texto do artigo 142 da Constituição Federal de 1988 é o que alimenta em alguns militares o devaneio de que eles formam um Poder Moderador, o que a Constituição Republicana de 1891 aboliu e desde lá jamais reinstituiu.

É preciso que se diga expressamente o Brasil não possui um Poder Moderador. O Brasil possui os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. E mais: militares não devem se aproximar da política. Quando as coisas se misturam, o resultado não é satisfatório.

Com esta ideia em mente, um presidente aloprado e alguns militares desarrazoados imaginaram poder destituir a Democracia brasileira, certamente movidos pelo velho e errôneo jargão de que “o brasileiro não sabe votar” — , isto sim, um mito.

Na ocasião, um grupo nada desprezível de militares encontrou no “Capitão Bolsonaro” a figura tão esperada para promover mais uma vez a derrocada da soberania popular. Assumindo o cargo, o então presidente não fez nada além do que conspirar contra as Instituições. 

Mas elas estão cravando raízes profundas em nosso país. Tanto que o comandante do Exército, general Freire Gomes, acompanhado pela maioria do Alto Comando da força não embarcou na patuscada.

Neste sentido, a “Operação 142” serviu não para derrubar a democracia, mas para torná-la mais forte e resiliente.

Será apenas pouco a pouco que nossa elite irá se conformar de que vivemos sob uma democracia. Quando isso finalmente acontecer, aí, sim, nosso país irá evoluir rapidamente. Só então estaremos todos remando para o mesmo lado, coisa que nunca fizemos.

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