Enquanto no Brasil se discutem as consequências da tentativa de golpe de Estado, os EUA acolhem um novo mandato de Trump com adesão de Zuckerberg ao seu projeto de poder.

A questão da atual crise da democracia está diretamente relacionada à força que as redes sociais exercem sobre a população. A frustração experimentada em relação à entrega que o Estado lhe tem dado diante dos impostos que ela recolhe aos cofres públicos dá sustentação ao que as redes dizem e inventam.
Este processo que vem de dentro para fora, já foi chamado pela Ministra Cámem Lúcia de cupinização da democracia.
No Brasil Lula da Silva (PT) não perde uma oportunidade para desunir um país no qual ele deveria estar preocupado em unir. É que a polarização lhe interessa.
Nos Estados Unidos, Donald Trump promete iniciar seu novo mandato no exato ponto em que terminou o primeiro. Assim, novas tensões globais e novos ataques ao sistema democrático estão no horizonte.
Em 2021, Mark Zuckerberg baniu Trump do Facebook. Durante a pandemia de Covid-19, se empenhou em blindar a rede de notícias mentirosas sobre vacinas. Isto é: já se posicionou de maneira mais ética na condução de seus negócios.
Mas agora, talvez diante da concorrência desleal que o “X”, de Elon Musk impõe ao abrir sua rede para qualquer falácia sem comprovação fática, mudou radicalmente de postura e pretende que suas redes (Facebook, Instagram, Whatsapp) fiquem de portas abertas para a desinformação.
Logo estaremos às voltas com as eleições de 2026. Junto com ela, muita mentira e polarização políticas são esperadas.
Quanto ao processo que Alexandre de Moraes move indefinidamente contra as fake news ele deveria, ao menos, encaminhar para outro Ministro conduzir. Isso aliviaria a tensão em um momento em que precisaremos de muita serenidade. Tiraria ao menos esta sensação de imparcialidade nas decisões dali advindas.
Em verdade, ajudaria muito se nem Lula nem Bolsonaro estivessem na cédula eleitoral do próximo pleito. O Brasil precisa se livrar desse atoleiro político.
