Educação continua a ser o grande gargalo para que o país avance. PIB per capta também é obstáculo.

O Brasil subiu algumas posições no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Isso deveria nos motivar a querer mais. O brasileiro comemora muito mais a chance de vencer uma Copa do Mundo ou a de ter um Papa brasileiro do que aquilo que, de fato, importa para nossa sociedade avançar.
O IDH mede o nível de resposta que um governo proporciona à sociedade: seja na educação, seja na longevidade, seja na renda. Mas é na educação que o Brasil mais patina. Nosso principal problema está na baixa qualidade do ensino básico, na evasão escolar, nas desigualdades regionais e na dificuldade de garantir que crianças e jovens saiam da escola preparados para a vida e para o mercado de trabalho. Sem isso, o país não avança em nenhuma outra área.
Países como Uruguai e Chile, menores em território e população, subiram no ranking porque fizeram o mínimo pela eduação e logo os resultados vieram. Por aqui, seguimos distraídos por disputas políticas e projetos de poder que ignoram o básico: precisamos dar boa educação aos nossos jovens.
Mais do que troféus, shows ou holofotes, o Brasil precisa fazer do desenvolvimento humano uma causa nacional. Que tal sonharmos em ser um país com uma das melhores educação da América Latina? Ou um dos mais seguros para se viver? Ou ser o que oferece uma boa qualidade de vida para todos e não uma ótima, mas para poucos?
Se nossa maior festa fosse celebrar o avanço real do nosso povo, aí, sim, estaríamos no caminho certo. O IDH deveria ser o placar que todos deveríamos acompanhar. Esta deveria ser nossa maior obsessão.
