Geração de 1960 ainda influencia na política nacional, sempre a favor da Democracia.

Atendendo ao chamado de Caetano Veloso, alguns dos ícones da cultura musical brasileira se reuniram no último domingo no posto 5 de Copacabana, e outros Brasil afora, para lembrar aos deputados que estão em Brasília que eles têm alguém que está acima deles: o povo brasileiro.
Os artistas da geração de 1960 — que enfrentaram censura, exílio, prisões e tortura — sabem exatamente o que está em jogo. Eles testemunharam os anos de chumbo, a mordaça à imprensa, a violência do Estado e o esvaziamento das instituições democráticas. E por isso voltam às ruas sempre que percebem sinais de retrocesso. Não o fazem por nostalgia, mas por responsabilidade histórica.
São eles que nos lembram que democracia não é dada — é conquistada e precisa ser constantemente defendida.
Sua presença em Copacabana — e em outras capitais pelo país, com destaque para São Paulo — foi um grito contra o esquecimento, uma aula pública de cidadania, e um alerta a quem, no poder, aposta na desinformação para reescrever o passado ou perdoar o inaceitável.
Não é que a nova geração de artistas não se interesse por política, aliás, diversos artistas mais jovens participaram. Mas foi preciso um veterano convocar o grito. Talvez porque os mais novos não viveram os efeitos danosos que uma ditadura representa para a construção de uma verdadeira Nação. Oxalá nunca passem por isso.
