Momento político pede um governo moderado mas, até o momento, nenhum projeto se viabilizou.

Pesquisa recentemente divulgada dá conta de que 43% dos brasileiros atualmente se posicionam à direita e 39%, o centro do espectro político. Isso significa que uma coligação que não represente uma direita radical tem ampla maioria das intensões de voto para as próximas eleições. O caso é definir quem vai.
Enquanto parte da direita permanecer aficionada no radicalismo bolsonarista, a esquerda agradece.
Isso trouxe, aliás, alívio para o governo. O bom momento vivido por Lula tem mais a ver com a incompetência da direita do que com bons resultados entregues pela atual gestão. Dessa forma, neste momento, estamos mais para ter um novo governo de Lula do que algo diferente, a despeito da janela que pode se abrir.
Para que esta janela se abra é necessário que a direita deixe a ficção bolsonarista e caia na realidade. A realidade é que o brasileiro busca um governo de direita mas que não seja radical.
Faz parte do jogo democrático oscilar no tempo entre a esquerda e a direita, desde que ancorados pela segurança institucional que só o centro democrático é capaz de proporcionar.
O que poderia se esperar de um eventual candidato é o de que seja uma liderança sem radicalismos, que ofereça um programa de governo simples e verificável e que mantenha um tom moderado nas negociações políticas porque política é negociação.
Enquanto prevalecer esta lógica dos direitistas de tentar defender o indefensável (leia-se, Bolsonaro), Lula agradece.
