Para evitar perda de credibilidade, STF precisa se municiar de um instrumento com diretrizes éticas.

A maneira como alguns ministros do Supremo — não todos — tem tratado suas próprias prerrogativas não condiz com o que se espera de uma corte maior digna do nome. É vergonhosa!
E o fazem sob a concordância — ao menos ficta — de seus pares. Tomam decisões monocráticas em um órgão que é, por excelência, coletivo. E as decisões passam a valer sem qualquer questionamento, por mais absurdas que sejam. Não se pode deixar de vislumbrar aí um suposto jogo que mancha a imagem da Casa.
Também voam de carona em jatinhos particulares e admitem que o escritório de parentes seja requisitado por grandes clientes cujas causas frequentam aquela Corte.
O atual presidente do STF, Ministro Edson Fachin tem se empenhado em implantar um código de conduta que coloque um mínimo de freio na situação, mas tem sido sumariamente ignorado.
O problema disto é que aquele órgão que teve o mérito de defender a democracia há pouco, passa a ser um dos pivôs para novos ataques que a mesma democracia possa vir a sofrer. Perde-se em credibilidade.
O STF deve ser um lugar insuspeito. Ao pretender aproveitar-se até o último sumo do fruto que o poder lhes oferece, Ministros deixam de lado o espírito republicano, o que se converte em riscos para a estabilidade institucional do país.
Tudo tem um preço. Quando o fio finalmente se romper, quem arcará com o ônus será, mais uma vez, o povo brasileiro.
