País fez opção pelo modal rodoviário e hoje paga caro por isso.
Explico melhor: não se pode produzir sem escoar, o nosso país é continental e não tem como crescer sem distribuir sua produção.
O governo não investe em ferrovias, muito menos em rodovias de qualidade. A Dutra liga Rio à São Paulo e existe assim a mais de meio século. Um produto industrial tem que seguir do Sul para o norte por estradas mal conservadas e sem melhorias.
O problema do Brasil é escoamento e, by the way, roubalheira.
A Argentina exerceu seu direito ao voto (impresso e auditável) dando uma aula de democracia plena.
A esquerda brasileira tem um pilar abalado na construção de seu domínio na América latina: Lula nem o nome do candidato eleito disse. Raiva.
A decepção da política de esquerda que a Argentina arrastou por vários anos foi visível no voto da decepção (Milei ganhou não por ser melhor e sim por ser o menos ruim) e aqui assim será nas próximas eleições: esse populismo barato vai acabar em breve, nos resta escolher um candidato de centro, racional e objetivo, com idéias novas. Fora Lula, fora Bolsonaro!
Temporada promete tempestades também para o estado do RJ.
O verão já chegou, o país bate recordes de temperaturas elevadas, o que é o prenúncio de fortes chuvas.
Eu pergunto: o que as prefeituras, em particular dos municípios do estado do Rio de Janeiro fizeram em termos de drenagem de rios, canais; limpeza de bueiros e tubulações; contenção de encostas, etc?
É hora de cobrar para depois não chorar, a natureza está alterada e as chuvas devem ser mais volumosas e perigosas. Que os atuais prefeitos venham às mídias informando as obras realizadas para prevenção de acidentes no verão.
Aguardemos essa postura, no mínimo informativa, para sabermos em quem votamos e quem merece o nosso voto.
Precisamos cobrar a manutenção das obras existentes e atos de prevenção para o período de verão: a política não pode ser só promessa não.
O Brasil está vivendo uma ditadura branca. Explico: depois da manifestação de 8/1 o povo tem medo de ir às ruas, prisões e condenações absurdas são o recado da nova ordem.
Os donos do poder se isolam de suas bases e vivem um mundo paralelo (com a devida proteção do STF). A vida segue em total maravilha, os políticos já têm os votos e não precisam se esforçar…
Enquanto isso o poder paralelo cresce e domina as comunidades carentes, se impõe no terreno abandonado pelo poder público. A vida segue calma até que essas duas forças não se enfrentem (no Rio de Janeiro a briga já começou) e o país vai, dia a dia, virando um México.
“Estado” paralelo impõe suas normas nas regiões que o Estado abandonou.
“Faixa de gasta”
“Quando precisa de gás para sua casa, em uma favela da zona sul do Rio de Janeiro, Pedro (nome fictício) compra o produto em um dos pontos de revenda na comunidade. O gasto atualmente chega a R$ 146 pelo botijão de 13 quilos. Fora dali, no “asfalto”, o mesmo botijão pode ser adquirido por cerca de R$ 100, mas essa não é uma alternativa possível nem para Pedro, nem para seus vizinhos.”
Da mesma forma todos os serviços prestados são sobretaxados, o comércio local é obrigado a pagar taxas, até negócios imobiliários são afetados. Isso se chama de “Faixa de Gasta” (uma alusão ao sofrimento na Faixa de Gaza) onde os moradores das favelas e comunidades do Rio de Janeiro são reféns de traficantes e milicianos: quanto mais pobre mais gasta.
O governo ignora essa força e não participa dessa guerra que só tem um vencedor: os bandidos. E assim o pobre sofre cada vez mais, no país dos desassistidos.
Em qualquer lugar do mundo, o que aconteceu no Rio de Janeiro com 35 ônibus sendo incendiados em um único dia, teria uma resposta popular: manifestações nas ruas e em frente ao palácio do governo, com possível renúncia do governador.
Somos um povo pacífico e complacente demais, esse tipo de democracia “paralítica” não interessa.
Os políticos não são cobrados e a sociedade se acomoda, o poder paralelo é dinâmico ( traficantes e milicianos) e trabalham para se impor, as cidades crescem sem urbanismo e sem controle.
O nosso país é governado na base da troca de votos e desvio de verbas, a tendência é piorar. Acorda Brasil!
Aviões, mísseis, tanques: Israel x Hamas dá novo impulso à indústria das armas, que projeta recordes trilionários.
A Invasão da Ucrânia e percepção de ameaça da China já estimulava corrida global por equipamentos e modernização de sistemas; EUA controlam 45% do mercado.
Quem lucra com as guerras? A verdade é uma só: tem o poder econômico por trás das atrocidades que vemos no mundo, o dinheiro mata, e muito. O homem é um instrumento, mata, corrompe, estupra, em nome da religião, da terra, alimentando o ódio; por de trás da carnificina os poderosos ganham muito dinheiro e líderes buscam a paz no grande teatro macabro da humanidade.
O Rio de Janeiro e o Brasil convivem com insegurança pública. Onde está o Estado?
A LÓGICA DO CRIME
Todo crime tem uma motivação que gera uma lógica plausível: roubo, vingança, crime passional, etc.
O Rio de Janeiro, e algumas localidades do Brasil, têm a capacidade de distorcer a lógica, uma realidade paralela: a banalização do crime.
Três médicos são mortos em local aberto e bem frequentado, de frente a um hotel de luxo, na praia da Barra da Tijuca. A motivação do crime é de execução, brigas de facções rivais, cidade sem segurança pública, população abandonada.
Mata-se gente como barata, e o objetivo individual do crime se torna coletivo, não há lógica, pois a impunidade impera, tanto faz matar um ou muitos. O governo é incompetente, a lei não permite as ações violentas da polícia nas comunidades: o crime cresce sem uma contenção, livre, leve e solto.
Perdemos o controle do crime, a lógica não mais importa, a punição será na mesma moeda (olho por olho, dente por dente), a lei é da selva, a cidadania morreu.
Por Roberto Solano, Colaborador
***
PANELA DE PRESSÃO
Todos sabem que uma panela de pressão, se não bem construída e devidamente usada, pode explodir. Agora pensem na política de segurança pública de um país, é a mesma coisa: tem que ser bem construída e devidamente usada. Simples assim.
Acontece que a “panela de pressão” da segurança já está apitando faz tempo e sinalizando que vai explodir! Solução: apagar o fogo imediatamente.
Os governantes têm que agir rapidamente, sem receios de ofender A ou B, com muita energia para apagar o fogo (a começar pelo Rio de Janeiro) e, ao mesmo tempo, reunir gente competente para um “Plano nacional de segurança pública”, que engloba ações múltiplas (educação, moradia, urbanismo, etc..) e investir seriamente nisso, caso contrário vamos virar um México, sem panela, sem feijão, sem nação.
A seca atinge a Amazônia, secam os rios e as queimadas avançam. O Brasil está sendo prejudicado pelo aquecimento global. Fato.
Seca traz imagem de desolação à região amazônica.
O pior é a seca de idéias para melhorar o país que sofre da seca de segurança pública, transporte de massa, crédito, e, fundamentalmente de governo. Que venham as chuvas, de idéias.
Só Brasília não sofre: uma ilha da fantasia onde a realidade é outra, chovem cargos, festas comemorativas, verbas para interesses próprios, um outro mundo dos poderosos e ricos. O Lula, para uma cirurgia, levou 20 profissionais do hospital mais caro do país para acompanhar a sua cirurgia. É jatinho pra lá, jatinho pra cá.
E para o povo só sobrou o “jeitinho” de sobreviver à míngua.
O boiadeiro tange a boiada até a travessia de um rio que tem piranhas, há um risco de insucesso na travessia, porém ele decide avançar e perde centenas de bois…
De quem é a culpa? Do boi ou do boiadeiro?
Agora façamos a comparação com os atos de 8 de Janeiro e as condenações de 17 anos de reclusão. O condenado é boi ou boiadeiro? O boiadeiro maior não será pego, seus auxiliares também vão escapar. Há um “boiadeiro escondido” que é do atual governo e se beneficiou com a invasão, isso fica claro com a complacência da reação dos elementos de defesa.
Para haver um golpe os militares precisam estar mobilizados e isso não aconteceu, então os “bois” foram abandonados e o governo eleito beneficiado. Um grande teatro se fez e agora a corda vai romper do lado mais fraco, até, quem sabe, no futuro um novo governo venha para anistiar os “bois”.
As grandes metrópoles crescem exponencialmente na vertical, o ser humano quer morar perto do trabalho, pois o transporte urbano é desumano.
Hoje já existem produtos no mercado imobiliário de São Paulo com 30 a 18 m², a tendência é viver encapsulado em espaços mínimos: o conceito de qualidade de vida e conforto é outro.
No futuro o homem vai aprender a dormir de pé, como um cavalo, assim a arquitetura sofrerá sua maior transformação e vamos, literalmente, viver em quatro paredes. Quem viver verá.
Por: Roberto Solano – colaborador
***
A última de Toffoli:
“Ministro do STF anulou provas do acordo de leniência da Odebrecht e classificou prisão de Lula como um dos maiores ‘erros judiciários da história’”.
Vivemos uma nova era onde o judiciário que julgou em várias instâncias erraram seguidamente, as provas são falsas e o atual presidente da República é o maior injustiçado da história do país.
Será que há um erro sistêmico no judiciário brasileiro? Ou vivemos um mundo paralelo que pode ser alterado a qualquer momento?
Como diria Caetano Veloso “alguma coisa está fora da ordem, fora da nova ordem mundial”. Socorro!