Coluna Construtiva, FORMAÇÃO POLÍTICA

Coluna Construtiva

Ao saber que cerca de 500 delinquentes foram encaminhados pra delegacia após o show do Alok na praia de Copacabana, e que o arrastão foi programado pelas redes sociais, eu penso que a segurança pública está sem condições de eliminar esse tipo de crime.

Centenas foram detidos acusados de promoverem ‘arrastão’.

Shows em ambiente aberto devem ser repensados e quem puder evitar que o faça. As políticas de segurança pública têm que se adaptar ao mundo novo da informática para todos, da comunicação em massa, instantânea, e perigosa. A prevenção é o caminho para uma punição antecipada, como fazer é a questão. A punição é outro agravante: a maioria dos delinquentes são menores de idade, pessoas sem um lar e vinculadas ao crime organizado.

A receita do mal está no caldeirão: desemprego, crime organizado e internet. Solução? Difícil de implantar e executar, o correto, no primeiro momento, é eliminar os shows em locais abertos, até que alguma “mágica” aconteça.

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Ao ler que os planos de saúde tiveram um lucro no 1o semestre de 1,45 bilhão de reais com 5,9 bilhões de resultado financeiro positivo (o nosso dinheiro sendo aplicado) contra um prejuízo operacional negativo de 4,3 bilhões podemos concluir que há um novo banco, pra lá de lucrativo, por trás do negócio principal (plano de saúde).

Tudo está distorcido, o negócio não é bom, mas gerir o caixa do negócio é ótimo e assim ficamos sem receber nosso reembolso no devido tempo e os médicos sofrendo com baixa remuneração e sofrendo o risco dos planos não sobreviverem.

O governo tem que abrir essa “caixa preta” para entender e corrigir (regulamentar o negócio): o consumidor não consegue parar os aumentos, os planos alegam prejuízo operacional e, por incrível que pareça, têm lucro financeiro! Tem algo de muito errado nesse negócio, há que intervir de forma a corrigir os erros e viabilizar para o consumidor, os prestadores de serviços e a operadora. Plano de Saúde não é banco.

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Dinheiro é energia

Brasileiro não pode contar com o Estado para o auxiliar na velhice.

Energia é vida, precisamos nos movimentar para trabalhar e conviver com as pessoas.

Enquanto jovem a energia é natural, até sobra; mais velhos não podemos fazer o mesmo e aí entra a energia “auxiliar”: o dinheiro. Com o dinheiro você gasta menos energia e faz tudo (ou mais) que um jovem saudável faz.

Economizar para a velhice é uma necessidade, ficar velho sem dinheiro é um castigo dobrado. O poder de compra esbarra no seu estilo de vida e na inflação, o estilo de vida você pode mudar, a inflação não.

Poucos os que podem envelhecer sem a preocupação financeira e viver mais leve. A população está mais velha, vivemos mais, e poupamos mais? Essa é a pergunta maior. Quem pensa na velhice?

No mundo do imediatismo não há velho, só o sucesso de hoje, o amanhã se vê depois. Hoje, com tristeza, vislumbro um futuro de mais pobreza e mais sofrimento, isso vai mudar? Não há interesse político no amanhã, simples assim: ficaremos velhos, pobres e desassistidos pelo estado.

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O país dos trapaceiros

Atual e ex-presidente são o retrato de como a política é tratada no Brasil.

Um ex-presidiário, em um passe de mágica chega na presidência da República; um ex-presidente, da mesma forma vai ser preso.

Um comandou o maior esquema de corrupção do país, o outro veio como o salvador da pátria e é acusado de vender as joias da União.

Somos um país de líderes trapaceiros, oportunistas, somos enganados constantemente. A política que domina é a do “mais esperto”, da lei de Gerson: o que sabe ludibriar a lei e que vende ilusões ao povo é “bem sucedido” em sua carreira política.

Paira a sensação que não teremos avanços, novas ideias, novo conceito moral e ético para colocar o país nos trilhos.

Uma revolução conceitual há de acontecer para podermos ter orgulho de nossa nação. Que venham novos políticos com novas propostas: O Brasil merece ser uma nação limpa para, com orgulho no peito, podermos cantar “pátria amada Brasil”.

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A política e o Estado

Milícias impõem ‘governo pararelo’ onde o Estado negligencia assistência.

Há que haver Política e Estado, um vai definir diretrizes e o outro os tipos de ação.

Vivemos, nos grandes centros, a falta dos dois; um cenário antigo que hoje traz o desequilíbrio no estado de direito e na democracia. De que adianta eleger um político se ele não fomenta ideias construtivas para combater o crime organizado?

Se esse político não faz o Estado agir de forma contundente para eliminar o crescimento desordenado das cidades e do poder paralelo (milícias, traficantes), para que serve a democracia?

Estamos vendo no Equador o poder paralelo matando políticos e galgando espaços no poder.

O povo hoje é refém da desordem implantada há anos no país. Só os moradores do “asfalto” têm acesso às benesses do estado, o outro lado da sociedade é desassistida e vive a lei do comando local.

As comunidades, favelas e bairros afastados estão nas mãos do poder paralelo, e essas populações só crescem, como um tumor social maligno. Hoje o Brasil abandonado é maior que o Brasil dito assistido pelo governo.

Algum político com ideias e vontade para atacar esse problema? Não conheço.

Só impera o populismo barato que ganha votos para se perpetuar no poder.

O Brasil caminha para um triste fim. Rezemos.

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A doce ilusão da aposentadoria

Somos educados para estudar, trabalhar, progredir. Não somos para guardar dinheiro para a velhice.

A ideia de uma terceira idade tranquila, em países como o Brasil, pode ser uma doce ilusão.

Na minha família se dizia “guarde 10% todo mês para seu futuro”, não se explicava o que era futuro… Assim, quem já tinha um futuro programado podia economizar e os outros elegiam o futuro como presente e não podiam guardar nada, pois nada sobrava.

Os mais sortudos foram funcionários públicos ou empregados de multinacional, esses hoje sorriem com uma aposentadoria vultuosa e se dão ao luxo de “torrar” o dinheiro como se não houvesse amanhã.

Esse é o problema: o amanhã. Temos que fazer conta do que será o amanhã: o que vamos gastar com o que vamos ter. Nessa matemática maluca entra a inflação e seus dragões (plano de saúde, custo de vida, etc…). Matemática financeira com várias moedas que têm seus fatores de correção monetária diferentes.

Faça aí sua conta de quanto você pagava no seu plano de saúde 5 anos atrás e verás que daqui há 5 anos na frente não poderás pagar. Simples assim, vamos ficar mais pobres e mais velhos. Doce a ilusão da aposentadoria sem preocupação e gozando a vida sem culpa. Doce ilusão…

É preciso uma política educacional para preparar a população, desde a infância, para a velhice e suas mazelas econômicas. As famílias estão cada vez menores e a sobrevida maior, teremos mais idosos e menos força produtiva. O jovem de hoje será o velho de amanhã e os custos serão imensos para a sociedade.

Política educacional para futuros idosos já!